sábado, 14 de setembro de 2013

MISSÕES NASCEU NO CORAÇÃO DE DEUS

MISSÕES NASCEU NO CORAÇÃO DE DEUS

 

1.    Disse alguém: “A resposta correta à insolente pergunta de Caim — "Acaso sou eu tutor de meu irmão?" – seria um muito positivo "Sim!" Indubitavelmente, somos guardadores de nossos irmãos. Temos responsabilidade para com todos os que entram em contato conosco. Certo comerciante conservava, na parede de seu escritório, três mapas. "Antes de eu aceitar Cristo", explicou ele, "como negociante de imóveis, eu tinha este mapa de várias subdivisões sempre à minha frente. Só pensava em propriedades. Então, me tornei crente, e pendurei outro mapa. Este segundo mapa é de meu país e meu estado, e sempre me lembra o dever que tenho para com a minha comunidade e os habitantes de minha terra. Então, comecei a pensar em obrigações mais vastas — o campo mundial — e dependurei um terceiro mapa: o mapa mundi. Este mapa abrange os outros dois. Ele sempre me lembra que sou guardador de meus irmãos em todo o mundo."

2.    Em um certo sentido somos, como servos de Deus, responsáveis pelas demais pessoas que convivem conosco nesse mundo.

3.    Até mesmo por aquele que nunca vimos e nunca veremos (pelo menos nesta vida) somos responsáveis.

4.    Nos tornamos responsáveis quando Deus nos comissionou, como igreja, para a tarefa missionária.

5.    Todos somos chamados por Deus para nos unirmos na realização dessa tão grande missão.

6.    Entretanto, não fomos nós quem tivemos a idéia de realizar essa tarefa; ela não nasceu no terreno do nosso coração. Missões nasceu no coração de Deus. E nossa pretensão com essa reflexão é constatar isso observando, simplesmente, dois dos objetivos da obra missionária e também o “terreno” em que ela está fundamentada.

7.    Vamos lá, então:

 

I. Em primeiro lugar, pensemos no fato de que um dos objetivos da obra missionária é trazer o homem de volta ao porquê ou para quê ele foi criado.

           

1.    Creio que todos sabemos pelo menos um pouquinho sobre Deus e Seus atributos, e que um de Seus atributos é a eternidade. Deus é eterno!

2.    O universo, entretanto, sabemos, foi criado por esse Deus que é eterno.

3.    Homens da ciência de todos os tempos têm diligentemente procurado descobrir COMO se deu o início do universo. Mas o foco cristão é outro; nós, cristãos, temos que estar ocupados em o PORQUÊ de tudo o que Deus criou. Deus certamente não foi obrigado a criar o universo, mas Ele teve um objetivo, um “porquê” ao fazê-lo.

4.    Analisemos um pouquinho isso olhando para alguns versículos da Palavra de Deus:

a.    Romanos 11.36: “Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória pois a ele eternamente. Amém”

b.    Colossenses 1.16: “Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades: tudo foi criado por ele e para ele”

c.    Salmo 19.1: “OS céus manifestam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos”

d.    Isaías 43.7: “A todos os que são chamados pelo meu nome, e os que criei para minha glória; eu os formei, sim, eu os fiz”

5.    Vê-se que tudo foi criado por Deus para Si mesmo, para a manifestação de Sua glória.

6.    Jonathan Edwards dizia que o fim supremo de todas as obras divinas é a glória de Deus.

7.    João Calvino, diz Russel Shedd em seu livro “Fundamentos Bíblicos da Evangelização”, apresenta três metáforas que nos ajuda a pensar nesse fato:

a.    A criação é um teatro deslumbrante em que a glória de Deus pode manifestar-se. Devemos corresponder à majestade e ao poder de tudo quanto Ele fez com aplausos e louvores.

b.    A criação é um espelho a nos lembrar de que só podemos conhecer a Deus pelo Seu reflexo. Nem mesmo uma criança que não saiba ler confundiria uma pintura com a pessoa que lhe serviu de modelo, podendo facilmente identificar “quem” é a pessoa do retrato.

c.    A criação é a vestimenta de Deus. Como Ele é invisível, faz da criação Suas roupas para mostrar que está presente de fato.

8.    Agora, se todas as coisas têm como objetivo a manifestação da glória de Deus, o homem o tem mais ainda, porque foi criado à imagem e semelhança desse mesmo Deus e a ele foi dada a capacidade de glorificá-Lo por sua própria vontade.

9.    Bom, nós sabemos o que aconteceu – o homem desviou-se do propósito para o quê Deus o criou, e também perdeu, se não totalmente, grande parte da imagem e semelhança de Deus.

10. Entretanto, o objetivo de Deus para o homem continua de pé; por isso o plano de Deus para a sua salvação.

11. Um homem salvo é um homem que foi “recriado” em Cristo Jesus, e o objetivo é que este homem manifeste a glória de Deus.

12. À pergunta “qual o fim principal do homem?” foi dada a resposta, baseada nas Escrituras: “o fim principal do homem é glorificar a Deus e alegrar-se Nele para sempre”. E aqui jaz a condenação do homem! Lemos em Romanos 1.21: “... tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu.” – O homem pecador desviou-se do propósito central da criação divina.

13. Qualquer coisa que não cumpra seu propósito é descartada. É por isso que Jesus coloca na boca do dono de uma figueira a palavra: “... há três anos venho procurar fruto nesta figueira, e não o acho; corta-a; por que ocupa ainda a terra inutilmente?” (Lucas 13:7 DO)

14. Que utilidade terá para Deus o homem que nega com a vida e com os lábios a razão por que Deus lhe deu vida? Assim como o navio foi feito para flutuar e a caneta para escrever, o objetivo da criatura é servir o Criador. (Russel Shedd)

15. Ao homem foi dada a capacidade de compreender inteligentemente a Palavra de Deus e atendê-la de modo racional. Quando ele o faz, o propósito para o quê foi criado é alcançado.

16. Por meio da evangelização Deus busca restaurar pecadores ‘inúteis’, direcionando-os para o objetivo que lhes reservara no momento de sua criação. (Russel Shedd)

17. A evangelização, a obra missionária, deve ser, então, sempre teocêntrica ao invés de antropocêntrica.

 

II. Em segundo lugar, um outro propósito da obra missionária, da evangelização, é, podemos assim dizer, a promoção de alegria, especialmente da alegria no coração de Deus.

 

1.    O nosso Deus é um Deus de alegria.

2.    A criação inteira, ainda que já um tanto quanto devastada, distante do original, esbanja alegria. Basta dar uma olhada de relance para constatarmos isso. E isso demonstra que o nosso Deus, o Deus que criou todas as coisas é um Deus de alegria.

3.    Davi, no Salmo 16.11, assim se expressa: “.. na tua presença abundância de alegrias; à tua mão direita delícias perpetuamente.”

4.    Em Romanos 14.17 lemos que: “o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo”

5.    No Salmo 100.2 lemos que devemos servir ao Senhor com alegria e nos apresentarmos diante dele com um canto.

6.    Em Apocalipse 21.4, sobre os remidos, lemos que ao fim Deus “... enxugará dos olhos deles todas as lágrimas, e não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor...”

7.    E poderíamos continuar citando mais algumas dezenas de textos da Palavra de Deus que demonstram ser o nosso Deus um Deus de alegria.

8.    Uma das finalidades de Deus ter criado o homem, além de manifestar a Sua glória, é, já dissemos, alegrar-se Nele para sempre. E quando um homem se converte, isso se torna realidade em sua vida.

9.    A bíblia aponta para essa alegria como sendo uma alegria de proporções cósmicas:

a.    Há alegria no coração daquele que se converte (ou não há?)

b.    Há alegria na igreja (ou não há?)

c.    Há alegria diante dos anjos de Deus

d.    E o próprio Deus se alegra.

10. Leiamos os seguintes textos: Lucas 15 e Hebreus 12.2

 

III. Finalmente, voltemos nosso pensamento para um outro fato acerca da obra missionária, da obra da evangelização para a qual Deus nos comissionou: ela é sustentada pelo amor de Deus.

 

1.    Conta-se a história de um trem de passageiros que, certa noite, fazia sua rota regular a caminho de Londres. Chovera torrencialmente durante todo o dia. Com o cair da noite, intenso nevoeiro descera sobre a estrada de ferro. De repente, o maquinista avistou uma pessoa com os braços abertos em desespero. Ele freou o trem, que rangeu sobre os trilhos e parou. O condutor saiu para investigar o que havia e descobriu que, pouco adiante, uma ponte havia ruído ao peso das águas encapeladas de uma corrente. Procuraram, pois, a pessoa que salvara a vida de tantos passageiros, mas não encontraram ninguém. Foi então que o maquinista, examinando os faróis da máquina, deparou com uma cena estranha. Uma grande mariposa de asas abertas estava morta e colada ao farol. Foi o reflexo da sua agonia que lhe serviu de aviso. Este incidente da mariposa pode ser comparado ao amor de Cristo pela humanidade. O reflexo do corpo de Cristo, de braços abertos sobre a cruz do Calvário, tem salvo a vida de milhares de almas, através dos séculos. Seria por mero acaso que tal vespa surgira exatamente no momento oportuno?

2.    Veja os seguintes textos bíblicos que falam sobre o amor de Deus:

a.    João 15:13: “Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a sua vida pelos seus amigos”

b.    Romanos 5:8: “Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores”

c.    Efésios 2:4: “Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou...”

d.    1 João 4:16: “E nós conhecemos, e cremos no amor que Deus nos tem. Deus é amor; e quem está em amor está em Deus, e Deus nele”

3.    E o que é que lemos em João 3.16? ...

4.    Quase todos sabemos de cor esse versículo, e ele expressa uma verdade com a qual estamos tão familiarizados, que corremos o risco de deixá-la perder o seu impacto em nossas vidas. (Exemplificar...)

5.    Não podemos deixar que a verdade expressa em João 3.16 perca o impacto em nossas vidas.

6.    Essa verdade nos lembra de que o amor que Deus tem por nós é tão grande, tão além do que nós podemos compreender, que Ele nos oferece simplesmente o melhor que tem: seu próprio Filho. E sem essa dádiva de Deus não haveria salvação;

7.    Daí o fato de afirmarmos que a obra missionária encontra sustentação no amor de Deus. Não fosse o amor de Deus, manifestado a nós em Cristo, não haveria evangelização, ela não seria necessária, e não haveria obra missionária.

 

Concluindo,

 

1.    Deus quer que você viva para a glória Dele, e Ele o salvou para isso.

2.    Deus quer que você seja uma pessoa de coração alegre, e a manifestação da graça Dele sobre sua vida é a arma mais poderosa para o cumprimento desse desejo Divino, e ela sempre atinge o alvo. Mas Deus quer que você viva de uma maneira tal que o coração Dele se alegre também, em você. (Exemplo de Jó – Jó 1.1-8 – Quem pode dizer que Deus não se regozijava em seu servo Jó?)

3.    O amor de Deus alcançou você. Agora responda: foi um anjo que pregou ou testemunhou pra você? Certamente que sua resposta é não. As palavras ditas por alguém humano (ainda que sejam as palavras de Deus), ou o testemunho de alguém humano, causaram um impacto em você. Alguém serviu de agente de Deus para você. Agora VOCÊ precisa ser o agente de Deus para outras pessoas. O que você tem feito?

 

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

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