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domingo, 10 de abril de 2016

ALEGRIA NO SENHOR

ALEGRIA NO SENHOR

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 “Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos.” (Filipenses 4:4 RA)

 

     1.    Laren Spear, citado por Moysés Marinho de Oliveira em “Manancial de Ilustrações”, traz-nos a seguinte reflexão:

 

Num de seus livros, o renomado naturalista John Muir dedica um capítulo ao melro. Ele afirma que, de todos os pássaros das montanhas, nenhum o alegra tanto como este. Os melros, pássaros alegres e corajosos, procuram as mais frias áreas, onde regatos cristalinos e cascatas são encontrados. Mesmo no escuro, no inverno, seus gorjeios são ouvidos sem uma nota de tristeza. Muitos cristãos têm aprendido a viver nesse espírito. Nossa fé e nossa alegria são constantemente testadas em situações difíceis. Através de nossas palavras e dos nossos rostos revela-se a exata medida de nossa fortaleza espiritual.

 

2.    Será possível ao ser humano manter um espírito contínuo de alegria?

3.    Muitos diriam que não, citando até, para justificar sua resposta, um grande número de acontecimentos que acometem o ser humano no decorrer de sua vida, e que se constituem em interruptores da alegria.

4.    No entanto, Paulo, mais do que exorta, manda aos crentes filipenses (e a nós) que sejam alegres “sempre”.

5.    Como será isso possível?

6.    O segredo se encontra na expressão “no Senhor”.

7.    Só quem está no Senhor pode ter alegria contínua. E o próprio Paulo era um exemplo disso.

8.    Um homem chamado Braune, citado por Champlim no volume 5 de O N. T. Int. V. por V., comentando essa ordem de Paulo, disse:

 

Essa reiterada exortação se torna tanto mais notável quando nos lembramos que Paulo, ao escrever ou ditar esta epístola, estava com o braço direito acorrentado ao braço de um soldado romano, ou que, mesmo que assim não fosse, era prisioneiro sob a vigilância constante de uma sentinela que nunca o abandonava.

 

9.    E o próprio Paulo, comentando aos coríntios sobre seus sofrimentos, disse que em muitos momentos ele fora contristado, mas não perdera a alegria. E nem podia, pois essa alegria é um dos aspectos do fruto do Espírito que habita no crente (Gálatas 5:22).

10. Independentemente da circunstância, no Senhor o crente tem alegria.

11. Se ele é crente de fato e permanece de fato no Senhor, isto é, se ele está unido a Cristo e o tem como Senhor de sua vida e lhe é fiel, ele tem alegria incondicional.

12. O profeta Habacuque assim se expressou:

 

Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, todavia, eu me alegro no SENHOR, exulto no Deus da minha salvação. O SENHOR Deus é a minha fortaleza, e faz os meus pés como os da corça, e me faz andar altaneiramente. (Habacuque 3:17-19 RA)

 

13. Jesus, nas horas que precederam sua traição e crucificação, ofereceu a seus discípulos sua alegria e paz:

 

...mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito. Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize. (João 14:26-27 RA)

 

Tenho-vos dito estas coisas para que o meu gozo esteja em vós, e o vosso gozo seja completo. (João 15:11 RA)

 

14. O que tem perturbado você e lhe arrebatado a alegria? Você tem passado por alguma circunstância que, parece, quer lançar-lhe para baixo de um jeito que tornará difícil manter a alegria?

15. Se sim, então ore! Coloque esse problema diante do Senhor com fé e sinceridade, mas não pense em perder a alegria.

16. Não deixe que sua alegria dependa das circunstâncias externas. Sua alegria deve ser “no Senhor”. Mantenha a sua fé em Deus. A verdadeira fé não pode ficar prostrada pelo confronto com a dureza da vida.

17. A única coisa que pode abalar sua alegria é uma vida cristã deficiente.

 

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

prwalmir@hotmail.com

terça-feira, 3 de março de 2015

QUANDO ANUNCIAMOS O EVANGELHO

 

QUANDO ANUNCIAMOS O EVANGELHO

 

1.    Estamos, desde o Domingo passado, em campanha de Missões Mundiais. Todas as igrejas batistas do Brasil, filiadas à CBB, são conclamadas todos os anos, nesse mês (Março), a participar dessa campanha, no intuito de levantar fundos para o sustento da obra de evangelização que desenvolvemos a nível mundial.

2.    Domingo passado, então, iniciamos. Nossa promotora, irmã Alane, com a cooperação de outros irmãos, começou "a todo vapor", inclusive desafiando os irmãos a fazerem seu alvo pessoal para que fiquemos sabendo já de antemão qual será o nosso desafio em termos de oferta financeira – Você já entregou a ela por escrito o seu alvo?

3.    Domingo passado, na parte da manhã, pensamos que:

a.    Se desejamos o progresso da evangelização, desde o nível local até o mundial,

                                  i.    Precisamos orar;

                                ii.    Precisamos agir;

                               iii.    Precisamos orar e agir confiados não em nossa capacidade pessoal, mas NO PODER E NA AUTORIDADE DE JESUS.

4.    Os textos que usamos foram:

a.    Mateus 9.35-38, onde Jesus olha para a multidão que anda desgarrada e errantes como ovelhas que não têm pastor e orienta seus discípulos a que orem ao Senhor da Seara para que Ele envie mais ceifeiros;

b.    Atos 8.3-5, texto que mostra que os servos de Deus lá do começo da igreja, mesmo dispersos por causa da perseguição, não cessavam de anunciar o evangelho;

c.    E Mateus 28.18-20, onde Jesus comissiona seus discípulos a pregarem o evangelho em todo o mundo, porque foi-lhe dado todo o poder no céu e na terra, significando isso que nós devemos ser ativos na evangelização, porém confiados não em nossas capacidades naturais, e sim no poder e na autoridade de Jesus.

5.    Então nisso refletimos no Domingo passado. Hoje quero pensar com os irmãos em o que estamos fazendo quando estamos anunciando o evangelho, seja de forma pessoas ou seja através de missionários que enviamos e sustentamos.

6.    Apenas três coisas quero pensar com os irmãos nesta manhã. Vamos a elas:

 

I. Quando anunciamos o evangelho, estamos fazendo manifesto o amor de Deus.

 

1.    Conta-se a história de um trem de passageiros que, certa noite, fazia sua rota regular a caminho de Londres. Chovera torrencialmente durante todo o dia. Com o cair da noite, intenso nevoeiro descera sobre a estrada de ferro. De repente, o maquinista avistou uma pessoa com os braços abertos em desespero. Ele freou o trem, que rangeu sobre os trilhos e parou. O condutor saiu para investigar o que havia e descobriu que, pouco adiante, uma ponte havia ruído ao peso das águas encapeladas de uma corrente. Procuraram, pois, a pessoa que salvara a vida de tantos passageiros, mas não encontraram ninguém. Foi então que o maquinista, examinando os faróis da máquina, deparou com uma cena estranha. Uma grande mariposa de asas abertas estava morta e colada ao farol. Foi o reflexo da sua agonia que lhe serviu de aviso. Este incidente da mariposa pode ser comparado ao amor de Cristo pela humanidade. O reflexo do corpo de Cristo, de braços abertos sobre a cruz do Calvário, tem salvo a vida de milhares de almas, através dos séculos. Seria por mero acaso que tal vespa surgira exatamente no momento oportuno?

2.    Veja os seguintes textos bíblicos que falam sobre o amor de Deus:

a.    João 15:13: “Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a sua vida pelos seus amigos”

b.    Romanos 5:8: “Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores”

c.    Efésios 2:4: “Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou...”

d.    1 João 4:16: “E nós conhecemos, e cremos no amor que Deus nos tem. Deus é amor; e quem está em amor está em Deus, e Deus nele”

3.    E o que é que lemos em João 3.16? ...

4.    Essa verdade nos lembra de que o amor que Deus tem por nós é tão grande, tão além do que nós podemos compreender, que Ele nos oferece simplesmente o melhor que tem: seu próprio Filho. E sem essa dádiva de Deus não haveria salvação;

5.    A obra missionária, a obra da evangelização, encontra sustentação no amor de Deus. Não fosse o amor de Deus, manifestado a nós em Cristo, não haveria evangelização, ela não seria necessária, e não haveria obra missionária.

6.    Quando nós anunciamos o evangelho nós estamos fazendo manifesto esse amor de Deus.

 

II. Quando anunciamos o evangelho estamos trabalhando na grande tarefa de trazer o homem de volta ao PORQUE ou PARA QUE ele foi criado.

           

1.    Creio que todos sabemos pelo menos um pouquinho sobre Deus e Seus atributos, e que um de Seus atributos é a eternidade. Deus é eterno!

2.    O universo, entretanto, sabemos, foi criado por esse Deus que é eterno.

3.    Homens da ciência de todos os tempos têm diligentemente procurado descobrir COMO se deu o início do universo. Mas o foco cristão é outro; nós, cristãos, temos que estar ocupados em o PORQUÊ de tudo o que Deus criou. Deus certamente não foi obrigado a criar o universo, mas Ele teve um objetivo, um “porquê” ao fazê-lo.

4.    Analisemos um pouquinho isso olhando para alguns versículos da Palavra de Deus:

a.    Romanos 11.36: “Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória pois a ele eternamente. Amém”

b.    Colossenses 1.16: “Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades: tudo foi criado por ele e para ele”

c.    Salmo 19.1: “OS céus manifestam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos”

d.    Isaías 43.7: “A todos os que são chamados pelo meu nome, e os que criei para minha glória; eu os formei, sim, eu os fiz”

5.    Vê-se que tudo foi criado por Deus para Si mesmo, para a manifestação de Sua glória.

6.    Jonathan Edwards dizia que o fim supremo de todas as obras divinas é a glória de Deus.

7.    João Calvino, diz Russel Shedd em seu livro “Fundamentos Bíblicos da Evangelização”, apresenta três metáforas que nos ajuda a pensar nesse fato:

a.    A criação é um teatro deslumbrante em que a glória de Deus pode manifestar-se. Devemos corresponder à majestade e ao poder de tudo quanto Ele fez com aplausos e louvores.

b.    A criação é um espelho a nos lembrar de que só podemos conhecer a Deus pelo Seu reflexo. Nem mesmo uma criança que não saiba ler confundiria uma pintura com a pessoa que lhe serviu de modelo, podendo facilmente identificar “quem” é a pessoa do retrato.

c.    A criação é a vestimenta de Deus. Como Ele é invisível, faz da criação Suas roupas para mostrar que está presente de fato.

8.    Agora, se todas as coisas têm como objetivo a manifestação da glória de Deus, o homem o tem mais ainda, porque foi criado à imagem e semelhança desse mesmo Deus e a ele foi dada a capacidade de glorificá-Lo por sua própria vontade.

9.    Bom, nós sabemos o que aconteceu – o homem desviou-se do propósito para o quê Deus o criou, e também perdeu, se não totalmente, grande parte da imagem e semelhança de Deus.

10. Entretanto, o objetivo de Deus para o homem continua de pé; por isso o plano de Deus para a sua salvação.

11. Um homem salvo é um homem que foi “recriado” em Cristo Jesus, e o objetivo é que este homem manifeste a glória de Deus.

12. À pergunta “qual o fim principal do homem?” foi dada a resposta, baseada nas Escrituras: “o fim principal do homem é glorificar a Deus e alegrar-se Nele para sempre”. E aqui jaz a condenação do homem! Lemos em Romanos 1.21: “... tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu.” – O homem pecador desviou-se do propósito central da criação divina.

13. Qualquer coisa que não cumpra seu propósito é descartada. É por isso que Jesus coloca na boca do dono de uma figueira a palavra: “... há três anos venho procurar fruto nesta figueira, e não o acho; corta-a; por que ocupa ainda a terra inutilmente?” (Lucas 13:7 DO)

14. Que utilidade terá para Deus o homem que nega com a vida e com os lábios a razão por que Deus lhe deu vida? Assim como o navio foi feito para flutuar e a caneta para escrever, o objetivo da criatura é servir o Criador. (Russel Shedd)

15. Ao homem foi dada a capacidade de compreender inteligentemente a Palavra de Deus e atendê-la de modo racional. Quando ele o faz, o propósito para o quê foi criado é alcançado.

16. Por meio da evangelização Deus busca restaurar pecadores ‘inúteis’, direcionando-os para o objetivo que lhes reservara no momento de sua criação. (Russel Shedd)

17. A evangelização, a obra missionária, deve ser, então, sempre teocêntrica, isto é, focada em Deus, ao invés de focada no homem, ou: antropocêntrica.

18. Maior, então, até mesmo do que a salvação em si, por si mesma, de qualquer pessoa, a glória de Deus é o grande objetivo.

 

III. Quando anunciamos o evangelho estamos trabalhando na tarefa de promover alegria.

 

1.    O nosso Deus é um Deus de alegria.

2.    A criação inteira, ainda que já um tanto quanto devastada, distante do original, esbanja alegria. Basta dar uma olhada de relance para constatarmos isso. E isso demonstra que o nosso Deus, o Deus que criou todas as coisas é um Deus de alegria.

3.    Davi, no Salmo 16.11, assim se expressa: “.. na tua presença abundância de alegrias; à tua mão direita delícias perpetuamente.”

4.    Em Romanos 14.17 lemos que: “o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo”

5.    No Salmo 100.2 lemos que devemos servir ao Senhor com alegria e nos apresentarmos diante dele com um canto.

6.    Em Apocalipse 21.4, sobre os remidos, lemos que ao fim Deus “... enxugará dos olhos deles todas as lágrimas, e não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor...”

7.    E poderíamos continuar citando mais algumas dezenas de textos da Palavra de Deus que demonstram ser o nosso Deus um Deus de alegria.

8.    Uma das finalidades de Deus ter criado o homem, além de manifestar a Sua glória, é, já dissemos, alegrar-se Nele para sempre. E quando um homem se converte, isso se torna realidade em sua vida.

9.    A bíblia aponta para essa alegria como sendo uma alegria de proporções cósmicas:

a.    Há alegria no coração daquele que se converte (ou não há?)

b.    Há alegria na igreja (ou não há?)

c.    Há alegria diante dos anjos de Deus

d.    E o próprio Deus se alegra.

10. Para confirmar essa verdade, leia: Lucas 15 e Hebreus 12.2

 

Concluindo,

 

1.    O amor de Deus alcançou você

2.    Deus quer que você viva para a glória Dele, e Ele o salvou para isso.

3.    Deus quer que você seja uma pessoa de coração alegre, e a manifestação da graça Dele sobre sua vida é a arma mais poderosa para o cumprimento desse desejo Divino, e ela sempre atinge o alvo. Mas Deus quer que você viva de uma maneira tal que o coração Dele se alegre também, em você. (Exemplo de Jó – Jó 1.1-8 – Quem pode dizer que Deus não se regozijava em seu servo Jó?)

4.    E outras pessoas também precisam ser alcançadas pelo amor de Deus, para viverem para a Glória Dele, para serem alegres e alegrarem o coração de Deus. E quando nos envolvemos na obra da evangelização estamos buscando alcançar estas outras pessoas com esses objetivos. Responda pra você mesmo: foi um anjo que pregou ou testemunhou pra você? Certamente que sua resposta é não. As palavras ditas por alguém humano (ainda que sejam as palavras de Deus), ou o testemunho de alguém humano, ou a leitura de um folheto que tanto foi confeccionado quanto foi distribuído por alguém humano, ou a leitura de uma bíblia que lhe foi doada por alguém,  causaram um impacto em você. Alguém serviu de agente de Deus para você. Estou certo? Talvez haja alguma exceção, mas, em geral, penso que é assim que acontece, certo? Pois, então, agora VOCÊ precisa ser o agente de Deus para outras pessoas. O que você tem feito?

 

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

Muqui – Marco de 2015

prwalmir@hotmail.com

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Estudos no Sermão do Monte / parte 11 - O Sal da Terra e a Luz do Mundo


 

O SAL DA TERRA E A LUZ DO MUNDO

 

 

Mateus 5:13-16 (RC):

 

Vós sois o sal da terra...

 

... se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta, senão para se lançar fora e ser pisado pelos homens.

 

Vós sois a luz do mundo...

 

... não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas, no velador, e dá luz a todos que estão na casa.

 

Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai, que está nos céus.

 

01. Chegamos a uma nova seção do Sermão do Monte.

02. Nos versículos 3 a 12, Jesus vinha delineando o caráter do crente, sua nova natureza. Mas aqui, no verso 13 ele começa a considerar de que maneira o crente deveria manifestar essa nova natureza.

03. O crente não é alguém que vive isolado. Apesar de não ser do mundo, ele vive no mundo e necessário lhe é manter certa relação com o mundo.

04. Paulo, escrevendo aos Coríntios, lhes orientou:

 

“... por carta vos tenho escrito que não vos associeis com os que se prostituem; isso não quer dizer absolutamente com os devassos deste mundo, ou com os avarentos, ou com os roubadores, ou com os idólatras; porque então vos seria necessário sair do mundo. Mas, agora, escrevi que não vos associeis com aquele que, dizendo-se irmão, for devasso, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com o tal nem ainda comais.” (1 Coríntios 5:9-11 RC)

 

05. Não somos do mundo, mas estamos no mundo, e ainda que de alguns tenhamos que nos manter afastados [aqueles que se dizem irmãos, mas... (veja o texto) – Não aquele que “eu acho” que é assim, mas aquele que “evidentemente” é assim.], com a maioria temos que manter relações normais. Doutra forma, como diz Paulo, teríamos que sair do mundo (Quando eu era criança às vezes ouvia de pessoas que foram exiladas, expulsas da sua “terra”. Eu não sabia que sua “terra” era apenas seu país, e ficava imaginando para onde eles iam...)

06. Então, estamos no mundo e não podemos evitar essa realidade. Sendo assim, o que fazer neste mundo? Qual a nossa função aqui como pessoas diferentes que somos, como pessoas possuidoras de uma nova natureza, uma natureza espiritual?

07. Nossa função, segundo Jesus disse, Mateus registrou e agora lemos, é ser sal e ser luz entre e para as pessoas do mundo.

08. Vamos pensar um pouquinho sobre isso?

 

I. VÓS SOIS...

 

01. Vós sois o sal... (v. 13); vós sois a luz (v. 14) – disse Jesus.

02. Para melhor refletirmos nessa parte do texto, quero direcionar a mente dos irmãos para três ações implícitas nessa fala de Jesus:

a.    Delimitação;

b.    Coletivização e

c.    Individualização.

03. Quanto à primeira ação, a delimitação, ela significa “imposição de limites”.

a.    Jesus disse “vós sois o sal... a luz...”, mas “vós” quem?

b.    E a resposta não poderia ser outra:

                                  i.    Vós que sois humildes de espírito;

                                ii.    Vós que lamentais por causa do pecado;

                               iii.    Vós que sois mansos;

                               iv.    Vós que tendes fome e sede de justiça;

                                v.    Vós que sois misericordiosos;

                               vi.    Vós que sois limpos de coração;

                              vii.    Vós que sois pacificadores;

                            viii.    Vós que por minha causa sois perseguidos e não se abalam;

                               ix.    Enfim, e resumindo: vós que realmente sois de Cristo.

c.    Vós sois o sal da terra e a luz do mundo.

d.    VÓS – e somente vós!

                                  i.    Há uma lenda, uma história fictícia com finalidade puramente ilustrativa, que li no “pequeno grande livro” de Hernandes Dias

                     Lopes: “Avivamento Urgente”[1], que diz que

 

 

Quando Cristo terminou a sua obra de redenção aqui na terra, chegou vitorioso no céu e foi saudado efusivamente pelos anjos. Um anjo, então, perguntou a Jesus:

– Senhor, terminaste a Tua obra na terra, mas, agora, quem vai levar a mensagem às nações?.

Ao que Jesus lhe respondeu:

– Eu deixei doze homens treinados para desempenhar essa tarefa. Confiei à igreja essa incumbência.

O anjo, então retrucou:

– Mas, Senhor, e se a igreja falhar?

– Se a igreja falhar eu não tenho outro método – foi a resposta de Jesus.

 

                                ii.    Obviamente que a igreja não vai falhar, porque ela não está largada à própria sorte e não está sozinha; ela está sendo dirigida por Jesus, conta com sua presença constante e realiza a obra baseada no poder absoluto de Jesus, e “as portas do inferno não prevalecerão contra ela”.

                               iii.    Mas a história ilustra bem o fato de que “VÓS”, e ninguém mais, nem mesmo os anjos, sois o sal da terra e a luz do mundo.

04. Quanto à segunda ação, a coletivização, por ela quero dizer “vós juntos como igreja”. Vós juntos, como igreja, sois o sal da terra e a luz do mundo.

a.    Isso nos mostra, dentre outras coisas:

                                  i.    o quão importante é a comunhão entre nós, especialmente a comunhão em o propósito comum da evangelização

                                ii.    e o quão importante é participarmos da vida da igreja, frequentando assiduamente (se podemos), ensinando (se podemos), evangelizando (todos podemos), orando (todos podemos), testemunhando através de um viver santificado (todos podemos)... dentre outras coisas mais.

05. E quanto à terceira ação, a individualização, por ela quero dizer que você, individualmente, sendo servo de Cristo, é sal da terra e luz do mundo.

06. Quando estamos Juntos e/ou quando estamos separados, somos o sal da terra e a luz do mundo.

 

II. ... O SAL DA TERRA...

 

01. Obviamente temos aqui uma figura de linguagem, uma metáfora, de significado muito prático e importante.

02. Alguns estudiosos se utilizam dessa metáfora para dizer que o crente, assim como o sal faz com um alimento, uma carne, por exemplo, estando no mundo impede a sua putrefação e lhe confere sabor.

a.    Na prática isso equivale a dizer que onde o crente está as tendências humanas para as coisas que poderíamos classificar como putrefatas, podres, como uma conversação torpe, indecente, por exemplo, sofre uma influência para melhor, tornando o ambiente mais aprazível, “saboroso”. (pelo menos deveria ser assim – Ferrari era assim...).

b.    Além disso, quantos bêbados mais, quantas prostitutas mais, quantos bandidos mais, quantos políticos corruptos mais, quantos drogados mais, quantos traficantes mais... enfim, quantas pessoas maléficas à sociedade teríamos mais, não fossem os crentes?

03. No dizer de Champlin, a ideia geral transmitida por essa metáfora é que “o crente deve possuir a realidade daquilo que professa, da mesma forma que o sal apresenta a propriedade que esperamos dele”[2]

 

04. O mesmo Champlin traz-nos ainda uma informação deveras importante:

 

Aqueles que conhecem a questão dizem-nos que o sal puro não perde o seu caráter distinto, mas que uma vez misturado com elementos impuros e estranhos, pode perder a sua propriedade. Na Palestina o sal vinha principalmente de Jabel-Usdum, das costas do Mar Morto, e era conhecido como o sal Sodoma. Vários viajantes, passando pelo local confirmaram que esse sal, sob certas condições, pode perder seu sabor. Assim, vemos que o sal pode conservar a aparência de sal, mas não o seu caráter. Realmente transforma-se em outra substância.

 

a.    Prá que serve um sal assim?

                                  i.    Pra nada!

                                ii.    Aliás, nem sal é mais.

05. E pra que serve, dentro do reino de Deus, um crente que não possui os aspectos da nova natureza apresentados por Jesus nas bem aventuranças?

a.    Prá nada!

b.    Aliás, nem crente é, porque o crente de verdade é descrito por Jesus como possuidor desses aspectos da nova natureza.

06. Lembrei-me, enquanto estudava este tema, de uma história triste e engraçada ao mesmo tempo, que aconteceu comigo e mais alguns colegas de trabalho em uma época em que fui vendedor em uma loja de departamentos. Foi na época em que as linhas telefônicas ainda eram muito caras (muitos aqui nem sabem que um dia foi assim). Uma senhora idosa foi à loja e queria comprar um aparelho de telefone porque o filho dela tinha trocado o telefone por uma moto. A tomada ainda estava lá e ela pensava que era só conectar um aparelho ali...

07. Prá que servia aquela tomada? Pra nada! Poderia vir a servir, mas naquela ocasião não servia para nada.

08. Imagine um cachorro que faz tudo igual a um gato: Ele se limpa como um gato; ele é frio como um gato (a não ser para receber um carinho – como um gato); ele é preguiçoso como um gato, e, pior: quando você pensa que ele vai latir, ele mia como um gato. Ele não serve para ser cachorro – serve para ser gato.

09. Alguém que diz ser crente, mas não possui a realidade daquilo que professa ser, em cuja vida não há as evidências da natureza do crente, conforme apresentadas por Jesus nas bem aventuranças, algo está errado com ele – talvez não seja crente de fato.

10. Meu irmão, você é sal! O sal preserva e afeta o sabor. Assim também você é comissionado por Jesus para afetar o ambiente ao seu redor com aquelas que são as qualidades de alguém que recebeu uma nova natureza. Você chamado a “preservar” e até a “mudar o sabor”...

11. “Vós sois o sal...” – então ajam como sal.

 

III. ... A LUZ DO MUNDO...

 

01. Novamente temos diante de nós uma metáfora de significado muito prático e importante.

02. Obviamente sabemos que somos a luz do mundo “se e porque” irradiamos a luz de Jesus.

03. É como o sol e a lua. A lua ilumina a noite, mas só o faz por irradiar a luz do sol. A lua não possui luz própria, e assim somos nós também.

04. É por essa razão que quando nesse nosso estudo pensamos acerca de quem é o “vós” a que Jesus se referiu, chegamos à conclusão de que se trata de:

a.    Vós que sois humildes de espírito;

b.    Vós que lamentais por causa do pecado;

c.    Vós que sois mansos;

d.    Vós que tendes fome e sede de justiça;

e.    Vós que sois misericordiosos;

f.     Vós que sois limpos de coração;

g.    Vós que sois pacificadores;

h.    Vós que por minha causa sois perseguidos e não se abalam;

i.      Enfim, e resumindo: vós que realmente sois de Cristo.

05. Então, “vós” que sois de Cristo, que sois iluminados por Cristo, sois a luz do mundo.

06. Vamos pensar sobre essa palavra de Jesus, e para melhor compreensão nossa vamos raciocinar dividindo em pequenos tópicos.

07. Primeiro, pensemos:

 

Se Jesus disse que nós somos a luz do mundo, isso significa que o mundo está envolto por trevas. Trevas espirituais, obviamente.

 

08. Creio ser essa uma verdade que não ignoramos.

09. Quando, para falar do estado espiritual dos homens, a Bíblia usa o termo “trevas”, o usa:

a.    como uma metáfora da ignorância a respeito das coisas divinas e dos deveres humanos, e da impiedade e imoralidade que acompanha tal ignorância;

b.    como uma metáfora da situação em que estão vivendo as pessoas “governadas pelo diabo” ou, em outras palavras “pelos poderes das trevas”.

10. O Apóstolo Paulo, perante Herodes Agripa II, relatando como Jesus lhe havia aparecido na estrada para Damasco, a certa altura de seu discurso/testemunho/defesa, relata o comissionamento que Jesus lhe fez:

 

“... levanta-te e põe-te sobre teus pés, porque te apareci por isto, para te pôr por ministro e testemunha tanto das coisas que tens visto como daquelas pelas quais te aparecerei ainda, livrando-te deste povo e dos gentios, a quem agora te envio, para lhes abrires os olhos e das trevas os converteres à luz e do poder de Satanás a Deus, a fim de que recebam a remissão dos pecados e sorte entre os santificados pela fé em mim.” (Atos 26:16-18 RC)

 

11. O evangelista Mateus, que fora um publicano, ao nos informar que Jesus, depois da morte de João Batista, deixou Nazaré e foi habitar em Cafarnaum, nos confins de Zabulom e Naftali, diz que isso aconteceu para que se cumprisse a profecia de Isaías, acerca do povo dessa localidade, profecia que diz:

 

“o povo que estava assentado em trevas viu uma grande luz; e aos que estavam assentados na região e sombra da morte a luz raiou.” (Mateus 4:16 RC)

 

12. O Dr. Lucas, o “médico amado”, que não foi um dos discípulos de Jesus, mas foi companheiro e cooperador de Paulo e autor do terceiro evangelho, logo de início relata o cântico profético de Zacarias sob a influência do Espírito Santo, cântico esse acerca de seu filho João Batista. E em sua profecia ele, Zacarias, disse:

 

“E tu, ó menino, serás chamado profeta do Altíssimo, porque hás de ir ante a face do Senhor, a preparar os seus caminhos, para dar ao seu povo conhecimento da salvação, na remissão dos seus pecados, pelas entranhas da misericórdia do nosso Deus, com que o oriente do alto nos visitou, para alumiar os que estão assentados em trevas e sombra de morte, a fim de dirigir os nossos pés pelo caminho da paz.” (Lucas 1:76-79 RC)

 

13. João, o filho de Zebedeu, pescador da Gliléia, em seu evangelho, ao relatar a razão da condenação do homem, escreve:

 

“E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más.” (João 3:19 RC)

 

14. Paulo, escrevendo aos Romanos, depois de falar sobre a proximidade da consumação da salvação, diz:

 

“A noite é passada, e o dia é chegado. Rejeitemos, pois, as obras das trevas e vistamo-nos das armas da luz.” (Romanos 13:12 RC)

 

15. Aos Efésios, o mesmo Paulo escreveu:

 

“Porque, noutro tempo, éreis trevas, mas, agora, sois luz no Senhor; andai como filhos da luz” (Efésios 5:8 RC)

 

16. E aos Colossenses:

 

“Ele nos tirou da potestade das trevas e nos transportou para o Reino do Filho do seu amor,” (Colossenses 1:13 RC)

 

17. O mundo, meu irmão, está envolto por trevas. Para todo lado que você olhar você poderá ver trevas, isto é:

a.    A ignorância humana a respeito das coisas divinas;

b.    A impiedade e imoralidade humanas;

c.    Pessoas vivendo segundo as mais vis concupiscências da carne e dos olhos;

d.    Pessoas cujas mentes estão completamente dominadas pelas coisas deste mundo;

e.    Pessoas sendo governadas pelo “inimigo de nossas almas”...

 

18. E nesse mundo envolto em trevas você é chamado a ser luz.

19. E, assim chegamos ao segundo tópico dessa parte de nosso estudo:

 

Você é chamado para dissipar as trevas ao seu redor e trazer à luz as coisas ocultas das trevas, porque é isso que a luz faz.

 

20. Não é isso que a luz faz?

21. Há muito anos atrás, numa época de carnaval se não me engano, resolvemos passar uns dias no sítio de meu sogro (hoje falecido). Havia uma casinha, hoje reformada e mantida adequada à habitação, mas na época abandonada e com muito mato em volta e muitas aranhas. Alguns foram para lá e fizeram uma limpeza geral, deixando-a pronta para passarmos aqueles dias. Na primeira noite... luzes todas apagadas... escuridão total... um barulho bem do lado meu e da Ester, como se algo tivesse caído... Não nos contivemos e acendemos a luz e lá estava uma pequena, mas terrível (pelo menos para mim) aranha caranguejeira, revelada pela luz...

22. Pois é isso que você, meu amado, como luz, é convocado a fazer.

23. Por palavras, mas principalmente por um viver santificado a Deus, você é chamado a revelar ao mundo as coisas horríveis que nele há.

24. E você precisa fazer isso porque o mundo, no caso dessas trevas, as espirituais, via de regra não se dá conta de que nelas está – é preciso que alguém diga / mostre / revele.

25. É como Jesus disse a Paulo, como já enfatizamos:

 

“... levanta-te e põe-te sobre teus pés, porque te apareci por isto, para te pôr por ministro e testemunha tanto das coisas que tens visto como daquelas pelas quais te aparecerei ainda, livrando-te deste povo e dos gentios, a quem agora te envio, para lhes abrires os olhos e das trevas os converteres à luz e do poder de Satanás a Deus, a fim de que recebam a remissão dos pecados e sorte entre os santificados pela fé em mim.” (Atos 26:16-18 RC)

 

26. É como Zacarias profetizou acerca de João Batista, também já dito antes:

 

“E tu, ó menino, serás chamado profeta do Altíssimo, porque hás de ir ante a face do Senhor, a preparar os seus caminhos, para dar ao seu povo conhecimento da salvação, na remissão dos seus pecados, pelas entranhas da misericórdia do nosso Deus, com que o oriente do alto nos visitou, para alumiar os que estão assentados em trevas e sombra de morte, a fim de dirigir os nossos pés pelo caminho da paz.” (Lucas 1:76-79 RC)

 

27. Meus irmãos... precisamos estar dispostos a morrer por isto...

28. Terceiro tópico:

 

Você é chamado para mostrar o caminho para as pessoas saírem das trevas, porque é isso também que a luz faz: a luz revela o caminho.

 

29. Ora, todos sabemos disso também.

30. Somos luz que aponta para A Luz, ou para O Caminho, que é o Senhor Jesus.

31. É por isso que João inicia seu evangelho, falando de Jesus ao mesmo tempo que de João Batista,  assim se expressando:

 

No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com Deus, e a Palavra era Deus. Ele, a Palavra, estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas através dele, e, sem Ele, nada do que existe teria sido feito. Nele estava a vida e a vida era a luz dos homens; e a luz resplandece nas trevas, mas as trevas não a venceram. Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era João. Ele veio como testemunha para que testificasse a respeito da luz, a fim de todos virem a crer por intermédio dele. João não era a luz, mas foi enviado para testemunhar da luz. A Palavra é a luz verdadeira que, vinda ao mundo, ilumina a toda a humanidade. (João 1.1-9 – versão KJA em português)

 

32. Ora, então João não era a luz?

33. Ele não esteve incluído nesse “vós sois” de Jesus?

34. Certamente que sim, apesar de João não estar presente para ouvir.

35. Mas João era, assim como nós, a luz que apontava para A Luz, ou a luz que revelava o caminho...

36. Creio que as palavras de Lloyd-Jones são perfeitas para encerrarmos esse tópico:

 

Crente, você e u estamos vivendo entre homens e mulheres que se acham no estado das mais grosseiras trevas. Jamais encontraram qualquer luz neste mundo, exceto de você e de mim, bem como do Evangelho no qual cremos e o qual ensinamos. Os homens do mundo estão olhando para nós. Estão vendo em nós alguma coisa de diferente? Nossas vidas servem de reprimenda silenciosa contra as vidas deles? Estamos vivendo de maneira tal que impelimos os homens a aproximarem-se de nós e perguntarem: “Por que você sempre parece tão pacífico? Como que você é tão equilibrado? Como é que você pode suportar os apertos desta forma? Por que você não se mostra dependente de ajudas artificiais e dos prazeres, conforme acontece conosco? Que é que você tem que nós não temos?” Se os homens assim nos indagarem, então poderemos falar-lhes sobre aquelas boas novas admiráveis, notáveis, mas tragicamente negligenciadas que “... Cristo veio ao mundo para salvar os pecadores...” (1 Tim. 1.15), e para proporcionar aos homens uma nova natureza e uma nova vida, tornando-os filhos de Deus. Somente os “crentes” são a luz do mundo... Portanto, vivamos e funcionemos no mundo como filhos da luz. [3]

 

 

 

CONCLUSÃO

 

01. Sal da terra e luz do mundo... vós sois.

02. Em 1 Coríntios 1 Paulo evidencia que os crente muitas vezes são vistos pelo mundo como:

a.    “Coisas loucas”;

b.    “Coisas fracas”;

c.    “Coisas vis”;

d.    “Coisas desprezíveis e que ‘não são’ ”.

03. Mas Deus escolheu a estes para “confundir os sábios e os fortes e aniquilar os que são”.

04. E Jesus disse que estes são... “vós sois”... nós somos sal da terra e luz do mundo.

05. Termino com uma história:

 

Moody conta a história de um passageiro em um navio que atravessava o Atlântico e que descansava em seu beliche durante uma forte tempestade, acometido de um forte enjoo do mar. De repente ele ouve um alvoroço e um grito: "Homem ao mar." "Que Deus ajude a este pobre homem”, orou ele, "mas não existe nada que eu possa fazer." Logo a seguir, pensou ele: "eu posso, pelo menos, acender minha lanterna e colocar nesta pequena janela." Com muito esforço ele fez isso. Finalmente o homem que havia caído no mar foi salvo. No dia seguinte ele contou a história para todos: "Eu estava, na escuridão, afundando talvez pela última vez quando alguém colocou uma luz através de uma portinhola. A luz brilhou direto em minha mão e um marinheiro, em um barco salva-vidas, conseguiu me resgatar."

 

06. Irmãos amados, o mundo perdido, ainda que não reconheça isso, precisa de nós.

07. Vós sois, disse Jesus, o sal da terra e a luz do mundo. Vós, e somente de vós.

08. Nunca ignoremos isso; nunca negligenciemos isso.

 

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

Muqui – Novembro de 2012

 

 

Referência:

 

LlOYD-JONES, M. Estudos no Sermão do Monte. 4ª edição. São José dos Campos – SP: Editora Fiel, 1999.

 



[1] LOPES, H. D. Avivamento Urgente. 4ª edição. Venda Nova – MG: Editora Betânia, 1994

[2] CHAMPLIN, R. N. O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo. 10ª reimpressão. São Paulo: Editora Candeia, 1998.

[3] LlOYD-JONES, M. Estudos no Sermão do Monte. 4ª edição. São José dos Campos – SP: Editora Fiel, 1999.