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sexta-feira, 3 de abril de 2015

FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM... O QUE RELEMBRAR?


FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM... O QUE RELEMBRAR?

 

“Porque eu recebi do Senhor o que também vos ensinei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão; e, tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de mim.  Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o Novo Testamento no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de mim.” (1 Coríntios 11:23-25 RC)

 

1.    Fazei isto... "em memória de mim"

2.    O termo grego para "em memória" é anamnhsiv (anamnesis). "ANA" = trazer de novo e MNESIS = memória – "trazer de novo à memória"

3.    "Tragam de novo à memória", é o que disse Jesus; e de novo... de novo... de novo... "todas as vezes que o fizerdes".

4.    A palavra hebraica, no Antigo Testamento, para Memorial, é zikkaron, e um zikkaron serviria para o povo de Israel lembrar-se dos atos de Deus para com ele no passado, mas não uma lembrança qualquer, um mero "pensar", e sim um sentimento de participação com as gerações passadas através dos atos históricos de Deus. Sendo assim, a Ceia do Senhor é uma ocasião solene e propícia para a igreja sentir a participação de todos os membros com Jesus em sua morte. Na Ceia não estamos simplesmente pensando que um dia Jesus morreu por nós, mas estamos também nos colocando lá, juntamente com ele, na cruz – "todos que fomos batizados (mergulhados) em Cristo Jesus fomos batizados (mergulhados) em sua morte... fomos, pois, sepultados juntamente com ele na sua morte..." (Romanos 6)

5.    Então estamos aqui hoje para "trazer de novo à memória", porém, nos colocando lá também, juntamente com Cristo. O Senhor morreu por nós e nós morremos juntamente com Ele e também juntamente com Ele ressuscitamos para uma novidade de vida.

6.    Então vamos recordar algumas coisas que aprendemos nas Escrituras:

 

I. TEMOS UM SENHOR – SOMOS SERVOS E NÃO SENHORES

 

1.    Parece que algumas vezes nos esquecemos disso, e, então precisamos fazer uma "anamnese", isto é, "trazer de novo à memória" que somos servos e não senhores.

2.    Irmãos "normais" às vezes se esquecem disso;

3.    Pastores às vezes se esquecem disso...

4.    João, em sua terceira carta, fala de um tal Diótrefes, que queria, na igreja, ter a primazia, isto é, ser o primeiro, ser obedecido, mandar e desmandar...

5.    Obviamente que precisa haver, na igreja, uma relação de respeito à função que cada qual ocupa – o pastor deve ser respeitado como tal, o diácono deve ser respeitado como tal, os ministros e líderes de departamentos devem ser respeitados com tais, mas isso visando ordem e organização para que o trabalho seja melhor realizado... nenhum destes é senhor dos demais, e nenhum destes pode abusar de sua função como se ela lhe desse algum poder para isso. Só há um Senhor: JESUS.

6.    No Novo Testamento encontramos dezenas de textos para mostrar que Jesus é O Senhor, mas nos bastam três:

 

FILIPENSES 2.4-11: “4 Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros. 5 De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, 6 que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. 7 Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; 8 e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte e morte de cruz. 9 Pelo que também Deus o exaltou soberanamente e lhe deu um nome que é sobre todo o nome, 10 para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, 11 e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.” (RC)

 

Jesus tornou-se servo, mas agora é, novamente, SENHOR...

 

APOCALIPSE 17.12-14: “12 E os dez chifres que viste são dez reis, que ainda não receberam o reino, mas receberão o poder como reis por uma hora, juntamente com a besta. 13 Estes têm um mesmo intento e entregarão o seu poder e autoridade à besta. 14 Estes combaterão contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, porque é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; vencerão os que estão com ele, chamados, eleitos e fiéis.” (RC)

 

APOCALIPSE 19.11-16: “11 E vi o céu aberto, e eis um cavalo branco. O que estava assentado sobre ele chama-se Fiel e Verdadeiro e julga e peleja com justiça. 12 E os seus olhos eram como chama de fogo; e sobre a sua cabeça havia muitos diademas; e tinha um nome escrito que ninguém sabia, senão ele mesmo. 13 E estava vestido de uma veste salpicada de sangue, e o nome pelo qual se chama é a Palavra de Deus. 14 E seguiam-no os exércitos que há no céu em cavalos brancos e vestidos de linho fino, branco e puro. 15 E da sua boca saía uma aguda espada, para ferir com ela as nações; e ele as regerá com vara de ferro e ele mesmo é o que pisa o lagar do vinho do furor e da ira do Deus Todo-poderoso. 16 E na veste e na sua coxa tem escrito este nome: REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES.” (RC)

 

7.    O termo Senhor nestes e em muitos outros texto é kuriov (kurios) e significa aquele a quem uma pessoa ou coisa pertence, sobre o qual ele tem o poder de decisão” (BO 3.0 – SBB)

8.    Nós pertencemos a Jesus! Somos povo de sua propriedade exclusiva! Ele tem (ou deveria ter) poder de decisão sobre nós. Em muitas coisas em nossa vida quem deve decidir não somos nós, e sim o Senhor. Romanos 6 nos diz que somos servos, “... ou do pecado para a morte, ou da obediência para a justiça...". De qualquer forma somos servos. O "livre arbítrio" é, no mínimo, relativo. Quando decidimos nós mesmos, contrários à vontade de Jesus, estamos sendo servos do pecado. Dizemos que Jesus é o nosso Senhor, mas quem é que decide por nós? Deus alertou a Caim sobre o que ele estava para fazer, e Deus lhe disse que ele deveria dominar o seu desejo, mas Caim não ouviu Deus, resolveu agir por si próprio e matou a seu irmão Abel. Quem é que decide por nós?

a.    Quem é que decide por você sobre como você vai tratar aqueles que se comportam como seus inimigos?

b.    Quem é que decide por você sobre como você vai agir em uma situação em que o mais correto, para quem serve a Jesus, seria renunciar alguma coisa que lhe é muito "cara"" ou querida"? Um emprego, um(a) namorado(a), dinheiro, fama, poder, carreira, conforto...

c.    Quem é que decide por você sobre como você vai tratar as pessoas: um funcionário, um patrão não muito legal, as pessoas que são atendidas por você através de seu trabalho (principalmente se você é funcionário público no Brasil);

d.    Quem é que decide por você sobre a quem amar, com quem ter comunhão, se você vai ou não contribuir para a causa do Senhor...

e.    Enfim, quem é que decide por você em todas as situações em que o honrar ou não a Jesus está em jogo?

9.    Quem é que decide por nós? Circunstâncias? Situações? Nós mesmos? Ou Jesus, de quem dizemos ser nós os servos e Ele o Senhor?

10.  Participar da Ceia do Senhor, portanto, deve nos fazer recordar que não somos de nós mesmos. Se “fomos comprados por bom preço” (1Co. 6.20), então somos daquele que nos comprou, de Jesus, e se dele somos a ele pertence e deve ser concedido o poder de decisão sobre as nossas questões.

11.  Mas também devemos recordar que:

 

II. ESSE SENHOR SE FEZ CARNE POR NÓS, HABITOU ENTRE NÓS PARA SOFREU AS NOSSAS DORES E MORREU POR NÓS.

 

1.    O Senhor se fez carne. Vemos isso em João 1.14: "O Verbo se fez carne"

2.    Em Jesus Deus se fez carne.

3.    Ora, Deus não é "carne", sabemos disso! Deus é Espírito! À mulher Samaritana, em João 4, Jesus disse, dentre outras coisas, que "Deus é Espírito..."

4.    Mas, em Jesus, "Deus se fez carne". Ora, Deus não deixou de ser Deus, mas tornou-se "Deus em carne humana".

5.    O Verbo, que, conforme lemos no verso 1 de João 1, "era" desde o princípio e que estava com Deus e que era o próprio Deus, "transforma-se, agora, num evento temporal, num ponto da história, limitado à circunstância do tempo... Ele, através de quem toda a criação ganhou existência, torna-se, agora, uma criatura finita". Ele continuou 100% Deus, mas também tornou-se 100% homem. O infinito sujeitou-se à finitude, o Eterno conformou-se ao tempo, o Sobrenatural reduziu-se ao natural, o Verbo preexistente esvaziou-se de Sua glória divina tornando-se homem e tomando o lugar de servo; a Majestade Divina foi encoberta pela carne.

6.    E ele fez isso por nós! Ele não fez isso por alguma necessidade Sua própria, mas por uma necessidade nossa!

7.    Deus, no Antigo Testamento, havia feito muitas promessas de demonstrar misericórdia a nós através de um varão para isto destinado. E quem dentre os homens poderia ser esse varão? Ninguém!!! E, por isso e para isso, Jesus se fez carne, para confirmar as promessas de Deus em nosso favor.

a.    Cristo se fez carne para destruir as obras do diabo, derrotar, como homem, a satanás... “Aquele que pratica o pecado procede do diabo, porque o diabo vive pecando desde o princípio. Para isto se manifestou o Filho de Deus: para destruir as obras do diabo.” (1 João 3:8 RA) / “Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue, destes também ele, igualmente, participou, para que, por sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo,” (Hebreus 2:14 RA)

b.    Cristo se fez carne para, na carne, nos dar exemplo de uma vida santa, consagrada a Deus.

c.    Cristo se fez carne e habitou entre nós para ser o portador de uma nova aliança entre nós e Deus...

8.    O Verbo Divino humilhou-se a Si mesmo por nós.

9.    Ma, mais ainda: O Senhor habitou entre nós e sofreu as nossas dores.

10. Vemos isso no mesmo João 1.14.

11. Jesus "armou tenda" entre nós.

12. Isso nos faz lembrar que Deus uma vez já "armou tenda" entre seu povo, porém de forma apenas "gloriosa", "Majestosa". Em Êxodo 25 Deus dá instruções a Moisés sobre algumas coisas para o povo fazer, dentre elas, construir um tabernáculo para que Ele – Deus – pudesse habitar entre eles. Em êxodo 40, depois de o tabernáculo ficar pronto, lemos que "uma nuvem cobriu a tenda da congregação, e a glória do Senhor encheu o tabernáculo".

13. Em Cristo, Deus novamente "armou tenda" ou "tabernaculou" entre nós. Porém, desta vez, além de glória, houve humilhação e sofrimento. Deus, em Cristo, sofreu as NOSSAS dores. Vimos isso de forma profética em Isaías 53.1-7, profecia já cumprida.

14. E mais: O Senhor morreu por nós.

15. Vemos isso em 1 Coríntios 15.3

16. Cristo morreu por nós para sancionar, tornar legal o testamento divino favorável a nós.

17. Veja Hebreus 9.16-17: “Porque, onde há testamento, é necessário que intervenha a morte do testador; pois um testamento só é confirmado no caso de mortos; visto que de maneira nenhuma tem força de lei enquanto vive o testador.”

18. A morte de Cristo foi vicária, isto é, substitutiva, em nosso lugar, e satisfez a justiça divina que exigia a nossa condenação. A morte de Cristo foi um ato Redentor.

19. Esse SENHOR, o nosso SENHOR, se fez carne, habitou entre nós, sofreu as nossas dores e morreu por nós.

20. O Salmista que escreveu o Salmo 126 louva a Deus dizendo "Grandes coisas fez o Senhor por nós, e por isso estamos alegres". "Estamos alegres! Estamos tomados por uma grande euforia! O nosso coração está cheio de júbilo! Estamos como que sonhando!...". Por que? "É porque o nosso Senhor fez grandes coisas por nós!". Em que o Salmista estava pensando? O que ele estava recordando? Os versos iniciais nos dizem que ele estava recordando o fato de Deus ter trazido de volta a Sião aqueles que estavam em cativeiro – Uma situação muito, muito, muito ruim, muito difícil, mas puramente humana, inteiramente restrita a esta vida. Ora, meus amados irmãos, de quão maior cativeiro o nosso Senhor, pelo fato de ter-se feito carne, ter habitado entre nós, sofrido as nossas dores e morrido por nós nos livrou! Um cativeiro não restrito a essa vida. Nosso júbilo e nossa dedicação então devem ser muito, muito, muito maiores.

21. A celebração da Ceia do Senhor nos traz isso à memória.

 

III. ENTÃO, NÓS TEMOS UM SENHOR, ESSE SENHOR SE FEZ CARNE, HABITOU ENTRE NÓS, SOFREU AS NOSSAS DORES E MORREU POR NÓS. MAS, TAMBÉM DEVEMOS NOS LEMBRAR, ESSE SENHOR RESSUSCITOU AO TERCEIRO DIA.

 

1.    Assim lemos em Atos 2.32-36: "Deus ressuscitou este Jesus, e todos nós somos testemunhas deste fato. Exaltado à direita de Deus, Ele recebeu do Pai o Espírito Santo prometido e derramou o que vós agora vedes e ouvis. Porquanto, Davi não foi elevado aos céus, mas ele mesmo declarou: ‘O Senhor disse ao meu Senhor: Senta-te à minha direita até que Eu ponha os teus inimigos como estrado para os teus pés’. Sendo assim, que todo o povo de Israel tenha absoluta certeza disto: Este Jesus, a quem vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Messias!”

2.    O dia de Pentecostes havia chegado.

3.    Os apóstolos de Jesus estavam todos reunidos em um mesmo lugar em Jerusalém, quando Jesus cumpre a promessa que ele lhes fizera sobre a vinda do Espírito Santo.

4.    E o Espírito Santo se manifestou a eles de uma maneira espetacular, conforme vemos nos versos 1-13.

5.    Alguns se maravilharam e outros se puseram a zombar, diante do quê Pedro prega um sermão ousado e tremendamente revelador. E nesse sermão ele fala sobre o acontecimento mais importante da história da humanidade: a ressurreição de Jesus, o Messias prometido, o Cristo.

a.    Ele disse: Israelitas, escutai estas palavras: Jesus de Nazaré, homem aprovado por Deus diante de vós por meio de milagres, feitos portentosos e muitos sinais, que Deus por meio dele realizou entre vós, como vós mesmos bem sabeis, este homem vos foi entregue por propósito determinado e pré-conhecimento de Deus; mas vós, com a cooperação de homens perversos, o assassinaram, pregando-o numa cruz. Contudo, Deus o ressuscitou dos mortos, rompendo os laços da morte, porque era impossível que a morte o retivesse. (Atos 2.22-24 KJA)

b.    Ele também mostrou que Davi profetizara sobre a ressurreição do Cristo, Jesus: Caros irmãos, concedei-me a licença de falar-vos com toda franqueza que o patriarca Davi morreu e foi sepultado, e o seu túmulo está entre nós até o dia de hoje. Todavia, ele era profeta e sabia que Deus lhe prometera sob juramento que colocaria um dos seus descendentes em seu trono. Antevendo isso, profetizou sobre a ressurreição do Cristo, que não foi abandonado no sepulcro e cujo corpo não sofreu decomposição. (Atos 2.29-31 KJA)

c.    E depois disse: Deus ressuscitou este Jesus, e todos nós somos testemunhas deste fato. Exaltado à direita de Deus, Ele recebeu do Pai o Espírito Santo prometido e derramou o que vós agora vedes e ouvis. Porquanto, Davi não foi elevado aos céus, mas ele mesmo declarou: ‘O Senhor disse ao meu Senhor: Senta-te à minha direita até que Eu ponha os teus inimigos como estrado para os teus pés’. Sendo assim, que todo o povo de Israel tenha absoluta certeza disto: Este Jesus, a quem vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Messias!” (Atos 2.32-36 KJA)

6.    A ressurreição de Jesus é o fato mais importante da história da humanidade.

a.    Sem ela as Escrituras se tornariam inválidas, apócrifas.

                                  i.    Isso seria assim porque as Escrituras profetizavam essa ressurreição.

1.    No Salmo 22 Davi fala claramente sobre o triunfo do Messias.

2.    O capítulo 53 de Isaías fala sobre o sofrimento e morte (sepultura) do Messias, mas fala também sobre sua glória, sobre ver o trabalho de sua alma.

3.    E o evangelista Lucas registra as palavras do próprio Jesus, depois de ressuscitado: “Assim está escrito, e assim convinha que o Cristo padecesse, e ao terceiro dia ressuscitasse dos mortos.”(24:46)

b.    Sem ela não haveria perdão de pecados.

                                  i.    “E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados.” (I Co. 15:17)

c.    Sem ela não haveria a justificação.

                                ii.    “O qual por nossos pecados foi entregue, e ressuscitou para nossa justificação.”(Rm.4:25) “Quem nos condenará? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós.” (Rm.8:34)

d.    Sem ela não haveria esperança para a eternidade.

                               iii.    “Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens.” (I Co.15:19)

e.    Sem ela a nossa pregação, e a própria fé, seriam vãs, inúteis.

                               iv.    “E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé.” (I Co.15:14)

f.     Todo o Evangelho está firmado sobre a ressurreição; se ela não tivesse acontecido o evangelho cairia por terra.

7.    Mas Jesus ressuscitou.

8.    Pedro caminha para o término de seu discurso de uma maneira enfática e confrontante. Ele enfatiza ousadamente: “Saiba, pois, com certeza, toda a casa de Israel, que a esse Jesus, a quem vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo”.

9.    Desta forma, com muita “insolência”, ele estava dando-lhes a entender:

a.    Vós o crucificastes; Deus o ressuscitou.

b.    Vós o desaprovastes e odiastes; Deus o amou e o recebeu.

c.    Vós o rejeitastes; Deus o pôs à Sua mão direita.

d.    Vós o lançastes no opróbrio, na cruz; Deus o glorificou por meio da ressurreição e glorificação.

e.    Vós o tratastes como um escravo; Deus o elevou à mais elevada honraria, pois acha-se à mão direita do Pai.

f.     Para vós ele não era o Senhor; mas agora ele é O Senhor universal.

g.    Tudo isso é verdade quanto a esse mesmo Jesus, a quem vós conhecestes, mas rejeitastes.

10. Pedro traspassa a alma de seus ouvintes com essas palavras, e muitos clamam, pedem, perguntam sobre o que fazer.

11. Eles não esperam que Pedro lhes faça um apelo insistente para que se convertam; eles é quem tomam a iniciativa de clamar por solução quanto à sua miséria espiritual.

12. E nós? Reconhecemos nossa miséria?

a.    Nós também matamos o Cristo!

b.    Nós também o crucificamos!

c.    A Bíblia diz que ele morreu por todos, e, sendo assim, todos somos responsáveis por sua morte.

13. Mas ele não ficou morto, ele ressuscitou! E hoje nós podemos ir a ele e sermos grandemente beneficiados por este fato.

14. A ressurreição de Jesus é o fato mais importante da história da humanidade.

15. É esse fato, planejado na eternidade, e ocorrido na história, no tempo, que propicia a nós oportunidade de sermos reconciliados com o Criador, com Deus, e gozarmos de todas a bênçãos que acompanham essa reconciliação, e que nós havíamos perdido.

16. Quando celebramos a Ceia do Senhor, devemos trazer isso também à nossa memória.

 

Concluindo

 

1.    Temos um Senhor – Somos servos e não senhores;

2.    Esse Senhor se fez carne, habitou entre nós, sofreu as nossas dores e morreu por nós;

3.    E esse Senhor Ressuscitou ao terceiro dia.

4.    Quando celebramos a Ceia do Senhor trazemos essas lembranças à memória.

5.    E também devemos nos lembrar que tudo Ele fez *por nós*.

6.    Diante disso, qual deve ser a nossa reação?

7.    A resposta é simples: "devemos nos dar àquele que se deu por nós", devemos "nos apresentar a ele em sacrifício *vivo*..."

8.    Se Deus, na Pessoa do Filho, se fez carne, habitou entre nós, sofreu as nossas dores e morreu por nós, o mínimo que podemos fazer é viver por ele e por sua causa; devemos viver de forma tal para ele que seja também nossa a expressão de Paulo "Não sou mais eu quem vivo, mas Cristo vive em mim..."

9.    Nada que fizermos poderá ser considerado grande demais, como bem se expressou o atleta inglês C. T. Studd: "Se Jesus é Deus e morreu por mim, nenhum sacrifício meu por ele é grande demais". Isaac Watts também expressou a mesma verdade quando escreveu: "Amor tão admirável e sublime requer meu coração e minha vida, tudo o que tenho e sou".

10. Tem sido essa a nossa reação?

11. Quero desafiar você nesta manhã a decidir-se por reagir assim diante de tal amor e sacrifício; quero desafiar você a se dar mais, e mais, e mais, e mais... por Cristo e pela causa de Cristo, considerando que nada é custoso demais diante daquilo que Cristo fez por você.

 

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

prwalmir@hotmail.com

Primeira Igreja Batista em Muqui

05 de Abril de 2015 – Culto da Ressurreição / celebração da Ceia do Senhor

 

terça-feira, 3 de março de 2015

A Grandiosidade da Salvação

A GRANDIOSIDADE DA SALVAÇÃO

Hebreus 2.3 e João 3.16

Introdução.

a.    Qual é a maior de todas as maravilhas? Há uma história que circula via internet que diz que uma professora pediu a seus alunos que alistassem quais pensavam ser eles as sete maiores maravilhas do mundo moderno. As mais votadas foram: 1) As Pirâmides do Egito; 2) Taj Mahal; 3) Grand Canyon; 4) Canal do Panamá; 5) Empire States Building; 6) A Basílica de São Pedro; 7) A Muralha da China. Entretanto, uma menina impressionou a todos ao dizer que as sete maiores maravilhas são: 1) ver; 2) ouvir; 3) tocar; 4) saborear; 5) sentir; 6) rir; 7) e amar.

b.    Achei formidável essa história... Mas a maior de todas as maravilhas, que não sei se posso dizer que é deste mundo, mas pelo menos é PARA este mundo, ou para as pessoas deste mundo, é a que está revelada em João 3.16, texto que lemos inicialmente para esse sermão: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3:16 RC)

c.    Nesse texto está revelado algo de extrema grandiosidade: a salvação das nossas almas.

d.    Hoje vamos pensar sobre isso, sobre a grandeza da salvação; por que ela é grandiosa. São oito as razões:

01. Esta salvação é grande pela sua procedência – "Deus..."

a.    Paulo deixou bem claro, ao escrever sua segunda carta aos Coríntios, que a salvação provém de Deus, em Jesus Cristo: 2 Coríntios 5.17-19

b.    Pedro deixou claro que não existe salvação fora de Cristo. Veja o que ele disse em duas ocasiões: “Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna,  e nós temos crido e conhecido que tu és o Cristo, o Filho de Deus.” (João 6:68-69 RC) e “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.” (Atos 4:12 RC)

c.    Jesus deixou bem claro que as escrituras apontam para ele e que se não for por ele ninguém chegará ao Pai: João 5.39 e 14.6

d.    João Batista deixou bem claro que "Jesus", e não ele (João) é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (João 1.29)

e.    A salvação procede de Deus. Algo bem interessante sobre o evangelho em relação à lei, é que a lei diz ao homem o que ele deve fazer, enquanto que o evangelho é o anúncio do que Deus fez: "Deus deu o Seu Filho Unigênito para que todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna"

f.     E diante disso, se cremos nas Escrituras e se nos interessamos pela salvação, o que devemos fazer?

                                  i.    Parar de confiar em qualquer outra pessoa que não Cristo – João Batista disse a pessoas que estavam vendo nele o Cristo: "Eu não sou o Cristo...", e em seguida apontou para Jesus afirmando se Ele O Cristo, o Cordeiro de Deus que veio para tirar o pecado do mundo;

                                ii.    Parar de confiar que pelo simples fato de fazermos parte de uma instituição eclesiástica somos salvos...

                               iii.    Parar de confiar em nossos méritos pessoais... (Mateus 5.3; Efésios 2.9)

                               iv.    Confiar somente em Cristo para nossa salvação. Devemos respeitar as pessoas que foram usadas por Deus no passado e que nos deixaram um legado de fé, bem como aquelas que ainda estão entre nós também sendo usadas grandemente por Deus; devemos respeitar e valorizar a igreja e devemos praticar as coisas que são boas e aprovadas por Deus, mas para nossa salvação a confiança deve ser exclusivamente em Deus na pessoa do Filho, Jesus Cristo.

02. Esta salvação é grande pelo seu motivo – "... amou..."

a.    Deus "amou", e porque amou, deu o Seu Filho Unigênito.

b.    Em Romanos 5.8 lemos que "Deus prova o seu amor para conosco pelo fato de Cristo ter morrido por nós sendo nós ainda pecadores" – "Cristo não morreu para ganhar o amor do Pai pelos homens, e sim para demonstrar esse amor... A morte de Cristo foi o amor de Deus em ação, buscando redimir os homens do pecado. Foi o amor indo ao máximo de sofrimento e agonia, a fim de remir os perdidos da ruína de seu próprio pecado". (Walter T. Conner em "O Evangelho da Redenção")

c.    1 Pedro 1.20 nos traz uma mensagem bem interessante ao dizer sobre Cristo que ele já era conhecido desde antes da fundação do mundo, o mesmo que diz João 1.1ss e vários outros trechos das Escrituras, mas que foi "manifestado nestes últimos tempos por amor de vós"

d.    Deus nos amou! Deus nos ama! Qual tem sido a nossa resposta a esse amor de Deus? Qual deve ser a nossa resposta? Bem, se cremos em Deus e nas escrituras e se nos importamos com Deus e com aquilo que diz as escrituras, nossa resposta deveria ser uma resposta de amor, a Deus primeiro depois ao nosso próximo. Um fariseu, certa ocasião, para colocar Jesus à prova, perguntou-lhe: “Mestre, qual é o grande mandamento da lei?" Ao que Jesus lhe respondeu: "Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento.  Este é o primeiro e grande mandamento.  E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.  Desses dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas" (Mateus 22:36-40 RC)

03. Esta salvação é grande pela sua abrangência e oportunidade – "... o mundo... todo aquele que nele crê..."

a.    Deus amou "o mundo" – Obviamente o amor de Deus não é pelos pecados que há no mundo e nem pelo sistema maligno do mundo, mas pelas pessoas do mundo. Mas notem que, conquanto o amor de Deus alcance todo o mundo, só serão salvos aqueles que nele crerem.

b.    Nas escrituras vemos Jesus salvando muita gente:

                                  i.    Jesus salvou a mulher Samaritana... (João 4.1ss)

                                ii.    Jesus curou e salvou um cego na cidade de Jericó... (Lucas 18.35ss)

                               iii.    Logo depois, ainda em Jericó, Jesus salvou Zaqueu... (Lucas 19.1ss.)

                               iv.    Na província dos Gadarenos Jesus liberta um homem possesso por uma legião de demônios e o salva... (Lucas 8.27ss)

c.    A estes e a muitos outros Jesus salvou porque eles creram. A muitos Jesus disse: "Vai, a Tua fé te salvou"

d.    Entretanto, nas escrituras, encontramos Jesus também "não" salvando:

                                  i.    Jesus não salvou um certo jovem rico... (Mateus 19.16ss)

                                ii.    Acerca de Corazim e Betsaida Jesus disse: “Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque, se em Tiro e em Sidom fossem feitos os prodígios que em vós se fizeram, há muito que se teriam arrependido com pano de saco grosseiro e com cinza.  Por isso, eu vos digo que haverá menos rigor para Tiro e Sidom, no Dia do Juízo, do que para vós.” (Mateus 11:21-22 RC)

                               iii.    Acerca de Cafarnaum: “E tu, Cafarnaum, que te ergues até aos céus, serás abatida até aos infernos; porque, se em Sodoma tivessem sido feitos os prodígios que em ti se operaram, teria ela permanecido até hoje.  Porém eu vos digo que haverá menos rigor para os de Sodoma, no Dia do Juízo, do que para ti.” (Mateus 11:23-24 RC)

                               iv.    Sobre Jerusalém ele lamentou: “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te são enviados! Quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e tu não quiseste!  Eis que a vossa casa vos ficará deserta.” (Mateus 23:37-38 RC)

e.    O amor de Deus abrange o mundo todo. A salvação de Deus é oferecida a todos no mundo todo, mas só será salvo aquele que crê, só será salvo aquele que se unir verdadeiramente a Jesus.

f.     Diante desse fato, se cremos em Deus e se cremos nas escrituras e se nos importamos com isso, qual deve ser a nossa atitude? Ora, é muito simples: deve ser uma atitude de entrega; uma entrega de verdade, entendendo as consequências dessa entrega...

04. Esta salvação é grande pela sua intensidade – "... de tal maneira..."

a.    Ora, todos nós entendemos essa expressão. Quando a usamos em alguma frase é porque queremos atribuir a algo uma grande proporção, abundância.

b.    Assim é o amor de Deus por nós: abundante, grande em extremo. Ainda que a grandiosidade desse amor seja expressa no fato de Deus ter dado Seu Filho Unigênito, talvez ele também seja bem ilustrado na parábola do Filho pródigo...

c.    Ora, amados, se o amor que Deus nos tem é assim tão grande, nosso amor por Ele também deve ser grande e deve nos levar a grandes feitos, tanto em sentido positivo (fazer coisas para Deus) quanto em sentido negativo (renunciar coisas que desagradam a Deus). Tem muito crente brincando de esconde-esconde, escondendo da igreja e de outros crentes as coisas erradas que fazem e que não precisam esconder: não são vícios, não são coisas pelas quais estão presos e que está difícil desvencilhar-se e nem são coisas que lhes farão alguma falta se deixarem de fazer, mas querem continuar fazendo e escondendo de outras pessoas para não lhes ofender ou serem repreendidos de alguma forma. Meu querido, a ofensa não é à igreja ou a outros crentes, a ofensa é à santidade de Deus e de Deus ninguém esconde nada... Deixe isso de lado! Ame a Deus "de tal maneira" que, além de disposto a fazer grandes coisas pra Deus, você esteja disposto a renunciar a própria vida por Ele. Ele lhe amou assim, "de tal maneira".

05. Esta salvação é grande pelo seu preço – "... Seu Filho Unigênito..."

a.    1 Pedro 1.18 – O nosso resgate não foi efetuado com coisas corruptíveis como prata ou ouro, mas com o precioso sangue de Jesus.

b.    Deus nos amou de tal maneira que pagou esse alto preço...

c.    Que preço você tem considerado ser alto demais para você pagar por amor a Cristo?

06. Esta salvação é grande pelo seu livramento – "... não pereça..."

a.    "Não pereça" significa "não seja eternamente separado de Deus", "não seja precipitado na perdição".

b.    O apóstolo Paulo, escrevendo aos efésios, no capítulo 2, fala sobre um tempo na vida deles em que eles estavam mortos em ofensas e pecados; estavam, portanto, prestes a serem precipitados na perdição e a estarem consumadamente separados de Deus. Mas, Deus, por causa de Sua Misericórdia e Seu Amor, pela graça, por intermédio de Cristo, os tirou dessa situação e os assentou nos lugares celestiais em Cristo Jesus. Que livramento!

c.    John Benton em um livro que escreveu (Como Pode Um Deus de Amor Mandar Pessoas Para o Inferno?, faz a seguinte pergunta: "Qual o ensino de Jesus sobre o que sucede após a morte, no caso daqueles que rejeitam a Deus? Como foi que ele descreveu o inferno?" E ele mesmo dá a resposta, da qual incluo um trecho aqui: "Seu ensino a esse respeito parece enfatizar três elementos fundamentais: Primeiro, há aquela miséria causada por aquilo de que as pessoas são privadas no inferno. As palavras usadas por Jesus, para descrever tal privação, são “trevas” ou “trevas exteriores”. Nessa vida, todas as pessoas, até certo ponto, usufruem as bênçãos de Deus. Vivemos em um mundo que está longe de ser perfeito, mas onde ainda restam muitas coisas boas. Há muita tragédia neste mundo, mas também há muitas alegrias. Grande é o ódio e o egoísmo neste mundo, mas também existe amor entre os familiares e entre amigos. A enfermidade anda de mãos dadas com a saúde. A desonestidade mistura-se com a verdade. Todavia, neste mundo ainda encontramos muitas coisas boas da parte de Deus. Jesus retratou o inferno como um estado onde toda a bondade de Deus fica excluída... O inferno inclui estar privado de toda alegria, luz e vida; estar excluído de todas as coisas boas que temos experimentado na vida, embora nunca tenham sido realmente apreciadas por muitos. O inferno inclui estar banido da presença de Deus e de tudo quanto é bom e digno. Envolve estar excluído de todo amor, de toda paz, de toda alegria, para sempre. Jesus explicou que, ao perceberem isso e ao entenderem o que estão perdendo, as pessoas sofrerão um efeito devastador: “Ali haverá choro e ranger de dentes”. Esse é um quadro indescritível e sombrio. Em raras ocasiões os homens choram; mas no inferno, eles chorarão incontrolavelmente. Portanto, Jesus aludiu ao inferno como um lugar caracterizado, acima de tudo, por lágrimas. O grego em que foi escrito o Novo Testamento inclui o artigo definido nas palavras de Jesus. Não está em foco apenas “um choro” no inferno, e sim “o chorar”. É como se Jesus dissesse que cada conotação do que está envolvido na atitude das pessoas verterem lágrimas na terra estivesse sumariada na total aflição e angústia do inferno. Todas as lágrimas da terra são apenas um mostruário dos soluços que haverá no inferno. Segundo, há aquela miséria causada por aquilo a que as pessoas são positivamente expostas no inferno. Jesus aludiu a isso utilizando os termos “fogo do inferno” ou “fogo eterno”. As misérias do inferno não consistem apenas naquilo de que serão privados os homens e as mulheres que houverem rejeitado a Deus. Jesus falou sobre o castigo aplicado diretamente aos pecadores. Ele referiu-se a esses castigos em termos de “chamas de fogo”... Jesus contou uma parábola a respeito de um agricultor que semeou boa semente em seu campo; mais tarde, entretanto, um inimigo do agricultor veio e semeou o joio no meio da boa semente, tornando aquele campo extremamente difícil de ser colhido. Depois, Jesus explicou a parábola: “E ele respondeu: O que semeia a boa semente é o Filho do Homem; o campo é o mundo; a boa semente são os filhos do reino; o joio são os filhos do maligno; o inimigo que o semeou é o diabo; a ceifa é a consumação do século, e os ceifeiros são os anjos. Pois, assim como o joio é colhido e lançado ao fogo, assim será na consumação do século. Mandará o Filho do Homem os seus anjos, que ajuntarão do seu reino todos os escândalos e os que praticam a iniquidade e os lançarão na fornalha acesa; ali haverá choro e ranger de dentes. Então, os justos resplandecerão como o sol, no reino de seu Pai. Quem tem ouvidos [para ouvir], ouça.” (Mateus 13:37-43) ... Ao referir-se ao inferno Jesus usou a espantosa figura do fogo eterno. ... Jesus encarava como aterrorizantes as consequências do pecado. Ele via o pecado como aquilo que leva as pessoas àquele lugar de indescritível miséria, mostrando-se, uma vez mais, insistente e direto em suas advertências a esse respeito: “Ai do mundo, por causa dos escândalos; porque é inevitável que venham escândalos, mas ai do homem pelo qual vem o escândalo! Portanto, se a tua mão ou o teu pé te faz tropeçar, corta-o e lança-o fora de ti; melhor é entrares na vida manco ou aleijado do que, tendo duas mãos ou dois pés, seres lançado no fogo eterno. Se um dos teus olhos te faz tropeçar, arranca-o e lança-o fora de ti; melhor é entrares na vida com um só dos teus olhos do que, tendo dois, seres lançado no inferno de fogo.” (Mateus 18:7-9 RA). ...Jesus serviu-se de uma linguagem vigorosa para impressionar-nos com o fato de que o inferno é tão horrendo, que não deveríamos poupar dores a fim de evitar o pecado que conduz as pessoas àquele lugar. E Terceiro, Jesus referiu-se ao inferno como lugar de infinda desintegração e dissolução. Ele usa o simbolismo do “verme que não morre”. Esta figura sugere que, no inferno, ocorre uma dissolução eterna que jamais cessará. O inferno é um lugar de infinita desintegração da pessoa e sua personalidade... É como se alguma coisa estivesse corroendo o tempo todo, algo com o que a pessoa não consegue ajustar-se.

d.    A salvação de Cristo nos livra dessa perdição. Que livramento! Que grandioso livramento! Não temos como retribuir; tudo o que fizermos e dissermos, por maior que seja, ainda ficará muito aquém de uma gratidão à altura. Mas precisamos, mesmo assim, apresentarmo-nos a Ele em sacrifício vivo, santo e que lhe é agradável; precisamos não nos conformar a este mundo e deixarmo-nos transformar pela renovação do entendimento para entendermos e cumprirmos a vontade de Deus que é boa, perfeita e agradável.

07. Esta salvação é grande pela sua bênção – "... vida eterna..."

a.    "Vida" eterna! Não se trata simplesmente de estar vido, mas de ter algo que pode ser chamado de "VIDA", e vida eterna. Sem dor, sem lágrimas de tristeza, sem enfermidades, sem morte, sem dificuldades, sem fome, sem sede, sem qualquer tipo de decomposição e envelhecimento e sendo apascentados pelo Senhor Jesus para as fontes de águas vivas... 

08. Esta salvação é grande pela sua singularidade – Não existe, no sentido em que estamos pensando aqui, outra salvação. Então: "Como escaparemos nós se negligenciarmos [esta]..."

a.    Não tem como escapar! Está sentenciado!

b.    "Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho Unigênito para que todo aquele que nele crê não pereça mas tenha a vida eterna. Deus enviou o Seu Filho ao mundo não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por Ele. Quem nele crê não é condenado..." É a boa nova que lemos em João 3.16 até a primeira frase do verso 18. Entretanto, o verso 18 continua dizendo que aquele, porém, que não crê, já está condenado por não crer no Unigênito Filho de Deus. E o verso 36 diz que "Aquele que crê no Filho tem a vida eterna, mas aquele que não crê não verá a vida, mas a ira de Deus permanece sobre ele". E a condenação consiste do fato de que a luz, que é Cristo, veio ao mundo, mas os homem preferiram continuar nas trevas do pegado. Negligenciaram, portanto, a salvação de Deus.

c.    Como escaparemos? Não tem como escapar!

d.    Ouça bem: não tem como escapar! Não tem outra salvação! Deus é amor, mas Deus é justiça também. Pelo seu amor ele oferece a salvação por intermédio de Cristo, e em Cristo, porque Cristo pagou o preço do resgate, Ele pode, com justiça, salvar. Mas aqueles que negligenciarem essa oferta do amor divino não vão escapar de Sua Justiça que prescreve a perdição eterna para o pecador que não quis ser redimido por Cristo.

Conclusão

a.    A salvação procede de Deus;

b.    A salvação é fruto do amor de Deus;

c.    E esse amor de Deus é intenso: "de tal maneira";

d.    A oferta da salvação é abrangente; abrange o mundo todo e alcança os que creem;

e.    A salvação tem preço elevado, mas quem paga é o próprio Deus na pessoa de Jesus – Só Ele pode pagar tal preço;

f.     A salvação nos livra de uma grande e terrível perdição;

g.    A salvação nos confere bênçãos inimagináveis: "VIDA" e vida eterna;

h.    A salvação é singular, é única e através de uma única pessoa; não há como ser salvo de outra forma; não há como escapar se negligenciar esta salvação.

i.      Por essas razões a salvação é grande.

j.      Você quer essa salvação? ...

 

Pr. Walmir Vigo Gonçalves, com base em material do Pr. Walter Pacheco da Silveira (só os tópicos)

 

Muqui, Março de 2015