Faça aqui uma busca do que você quer

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

A RESPONSABILIDADE DE SER PAI

A RESPONSABILIDADE DE SER PAI

 

“Instrui o menino no caminho em que deve andar, e, até quando envelhecer, não se desviará dele.” (Provérbios 22:6 RC)

 

            Ser pai é um privilégio muito grande. Porém, privilégios trazem consigo responsabilidades, e, nesse caso, as responsabilidades são extremamente grandes, pois dizem respeito à formação de um ser humano.

            Ser pai traz também grandes preocupações, porque os filhos estão constantemente expostos a influências externas, muitas das vezes desconhecidas. Ouvimos muitas notícias acerca de crianças que, de alguma forma, foram e têm sido levadas a, por exemplo, experimentarem os tóxicos, de forma velada e às vezes de forma escancarada. Qual pai não se preocupa com isso? Até há os que não se preocupam, mas em geral todo pai nutre certa preocupação com a questão. Veja uma história que li há algum tempo, cujo título é “O Tóxico Me Matou, Meu Pai”:

 

“Sinto muito, meu pai, mas acho que esse diálogo é o último que tenho com o Senhor. Sinto muito mesmo. Sabe... está em tempo de o senhor saber a verdade que nunca suspeitou. Vou ser breve e claro. O tóxico me matou, meu pai. Travei conhecimento com o meu assassino dos 15 aos 16 anos. É horrível, não pai? Sabe como nos conhecemos? Através de um cidadão elegantemente vestido. Eu tentei, mas tentei mesmo recusar, mas o cidadão mexeu com o meu brio, dizendo que eu não era homem. Não preciso dizer mais nada, não é?... No começo foram as tonturas, depois o devaneio e, a seguir, a escuridão. Não fazia nada sem que o tóxico estivesse presente. Depois veio a falta de ar, o medo, a alucinação, e depois a euforia novamente. Sabe, pai... a gente quando começa acha tudo ridículo e muito engraçado. Pai, o senhor pode não acreditar, mas a vida de um toxicômano é terrível; a gente se sente dilacerado por dentro. É horrível, e todo o adolescente e jovem deve saber disso pra não entrar nessa. Já não posso dar nem três passos sem me cansar; os médicos dizem que vou ficar curado, mas quando saem do quarto balançam a cabeça. Pai, sei que não tenho a menor chance de viver, e tenho um último pedido a fazer: diga isso a todos os jovens que você conhece e mostre essa carta. Diga a eles que em cada porta de escola, em cada esquina, em qualquer lugar, há sempre um homem elegantemente vestido, bem falador, que irá mostrar-lhe o seu futuro assassino, o destruidor de suas vidas, que os levará à loucura e à morte, como eu”.

 

            Ser pai é uma honra, um privilégio, mas traz responsabilidades, sendo uma delas a de explicar aos filhos o que são as coisas ruins, dizer-lhes por que são ruins e as conseqüências que trazem à vida. Os pais têm também a responsabilidade de amar, repreender, ensinar e elogiar os filhos. Mas a responsabilidade mais difícil, creio eu, para muitos pais, é a de ser o espelho, o exemplo para os seus filhos. As crianças têm a tendência de imitar os pais. Quem, por exemplo, nunca viu seu filho calçando seu sapato, vestindo sua camisa ou imitando atitudes que são suas? O pai é o grande “super-herói” dos filhos.

            Crianças são seres humanos que trazem consigo muitas fantasias, muitos sonhos, e, apesar de isso fazer parte da natureza humana e, dentro dos limites ser saudável, os pais têm a responsabilidade de ensiná-las, com amor, paciência e compreensão, a realidade. Instruí-las acerca das realidades da vida, levando em conta suas individualidades, suas inclinações e o grau de desenvolvimento físico e mental.

            Alguém se expressou a algum tempo em uma música:

 

“Quando criança sonhei ser Flash Gordon, Super Homem, Hobin Hood ou até o rei dos contos de fadas; quis ser ídolo num grupo de Rock ou mocinho num filme de cowboy. Como doeu! Ensinaram-me a sonhar mas desertaram quando um dia acordei e descobri que moro num país da América do Sul cheio de Super Homens voando e bebendo de boteco em boteco; que os ídolos seduzem as meninas e os mocinhos, bandidos, se matando nas esquinas. Oh, como dói saber que não é sonho de criança o que vai pelo país.

 

Mas sei que um dia o Rei Jesus vai voltar pra buscar o seu povo, e os que foram lavados no seu sangue vão com ele nas nuvens se encontrar. Como sou feliz! Saber que não é sonho e nem loucura o que a bíblia diz”.

 

            Ser pai é ser exemplo. É não ser um falso super homem cujas bebedeiras de boteco em boteco serão um dia reveladas. É não ser um falso mocinho, um bandido que se mete em confusões de esquina em esquina. É não ser um desertor quando seu filho acorda do sonho e descobre que vive num país de boas realidades, mas também de realidades cruéis. Um país onde há amor, liberdade, riqueza e paz, mas um país onde existe também ódio, prisão, miséria, desemprego, enfim, muitas realidades cruéis para as quais temos que estar preparados. Ser pai é ser um professor de vida, de religião, de sociologia, de amor, de amizade, de honestidade, de fidelidade, de bom relacionamento familiar, de interesse pelo bem-estar não só nosso, mas também de nosso próximo. É ser um professor de perdão, paciência, coragem, fé e muitas outras coisas mais. Ser pai não é fácil, mas eu desafio a qualquer pai que se levante e diga com toda a convicção: “eu me arrependo de ser pai”

 

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

Muqui – Agosto de 2013

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Estudos no Sermão do Monte / parte 29 – Não Andeis Ansiosos

 

NÃO ANDEIS ANSIOSOS – CONFIEM EM DEUS

 

Mateus 6.25-34

 

01. Em estudo anterior (na verdade anterior ao anterior – estudo 27: “Tesouros no céu e na terra”) percebemos ter chegado a uma parte do sermão do monte que contempla o homem em sua relação para com a vida em geral, como uma pessoa que se preocupa com alimentação, vestuário, abrigo, etc. E consideramos que precisamos destas coisas para viver aqui neste mundo, mas que essa necessidade traz consigo o perigo do mundanismo. Corremos o risco de nos tornarmos mundanos de duas formas:

a.    A forma de um afeto positivo pelo mundo;

b.    E a forma de preocupação/ansiedade com relação às coisas do mundo.

02. A primeira forma já a estudamos, e a segunda veremos agora.

03. Vamos ler o texto bíblico:

 

“Por isso, vos digo: não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo, mais do que a vestimenta? Olhai para as aves do céu, que não semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas? E qual de vós poderá, com todos os seus cuidados, acrescentar um côvado à sua estatura? E, quanto ao vestuário, porque andais solícitos? Olhai para os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham, nem fiam. E eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles. Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, não vos vestirá muito mais a vós, homens de pequena fé? Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos ou que beberemos ou com que nos vestiremos? (Porque todas essas coisas os gentios procuram.) Decerto, vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas essas coisas; Mas buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas.  Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal.” (Mateus 6:25-34 RC)

 

04. O que podemos, de forma breve, pensar a partir dessa palavra de Jesus? Vejamos:

 

I. EXISTEM BOAS RAZÕES PARA NÃO ANDARMOS ANSIOSOS.

 

01. Quais seriam algumas dessas boas razões? Vejamos:

 

1.1. A Soberania de Deus.

 

02. A Soberania de Deus é o atributo pelo qual Ele domina (de forma absoluta) sobre toda a criação (Tozer).

03. Esse domínio de Deus sobre toda a criação assenta-se sobre os fatos de que Ele é Onisciente, Onipotente e absolutamente livre.

a.    Por Onisciência entendamos conhecimento total e perfeito sobre todas as coisas;

b.    Por Onipotência entendamos que Deus possui total poder sobre todas as coisas;

c.    E por absoluta liberdade entendamos que Deus não é, nunca foi e nunca será limitado por nada e nem ninguém; Ele pode sempre fazer o que Lhe agrada

04. Então, o nosso Deus conhece todas as coisas total e perfeitamente, tem poder absoluto sobre todas essas coisas e é livre para agir conforme Ele quiser sobre todas as coisas. NADA acontece sem a permissão e o controle de Deus. Para citar apenas alguns poucos exemplos:

d.    Balaão não pôde amaldiçoar Israel. Foi contratado para amaldiçoar, mas só pôde abençoar. (Números 2, 23 e 24);

e.    Satanás só pôde fazer a Jó o que Deus deixou e porque Deus deixou.

f.     As autoridades religiosas judaicas que queriam prender e matar Jesus não puderam fazê-lo enquanto não chegou o tempo determinado por Deus – veja João 7.25-30, 8.19-20, 13.1, 18.1-12, 19-21, 19.9-11

05. Então, se assim o é, tudo o que acontece, por menos que sejamos psicologicamente capazes de entender, acontece sob o olhar de Deus e sob Sua Soberana permissão.

06. Mas esse conhecimento não nos seria de forma alguma confortante, tranquilizador, não fosse o fato subsequente de que:

 

1.2. Esse Deus Soberano é – se integramos o grupo dos “bem-aventurados” do início do Sermão da montanha – mais que nosso Criador: Ele é “nosso Pai que está nos céus”.

 

07. Essa é a segunda razão para não andarmos ansiosos.

08. Ele cuida das aves, Ele cuida dos lírios do campo e cuidará muito mais de seus filhos. Conquanto a providência divina atinja a todos os homens, a promessa específica de cuidado no que respeita à manutenção da vida é para os filhos. Se você é filho essas promessas são para você, e, portanto, sentir-se ansioso e preocupado é falta de confiança em Deus e, consequentemente, pecado.

09. Eu volto a repetir o que já disse recentemente em um de nossos cultos de oração: eu sei que dizer isso pra vocês, falar sobre a ilogicidade e até pecaminosidade da ansiedade pelas coisas desta vida e que isto vocês devem evitar, é bem mais fácil que fazer. Falar é mais fácil que praticar. Entretanto, eu preciso falar porque Jesus falou, e, creiam, ao falar falo não apenas para vocês; falo também para mim – e talvez muito mais para mim.

10. Então, voltando ao assunto, não precisamos e não devemos ficar ansiosos pelas coisas desta vida porque o Deus Soberano que sabe todas as coisas e tem poder sobre todas as coisas e é absolutamente livre para agir conforme Sua vontade sobre todas as coisas e de quem nada, absolutamente nada, foge ao controle, tudo o que acontece é sob seus olhos e permissão, esse Deus é “nosso Pai que está nos céus”, e Ele cuida das aves do céu, das flores do Campo e também cuidará de seus filhos.

 

1.3. A ansiedade não melhora nada.

 

11. Esta é outra boa razão.

12. “Qual de vós poderá, com todos os seus cuidados, acrescentar um côvado...?” – Algumas versões dizem “estatura” e outras dizem “curso da vida” – a tradução é difícil. Talvez, de acordo com o contexto, a melhor seja “curso da vida”. Mas em qualquer uma delas a mensagem a ser transmitida não se altera: a ansiedade não melhora nada. Quem pode, pela ansiedade, acrescentar um côvado que seja ao curso de sua vida neste mundo?

13. Ter consciência da necessidade que temos de coisas desta vida, como alimento, vestuário, moradia, etc., e trabalhar de forma natural e tranquila para suprir essas necessidades é um coisa, mas nutrir ansiedade por causa delas, ao ponto até de nossa mente e nossa vitalidade ficar tomada por essas preocupações e nem conseguirmos mais nos dedicar ao reino de Deus (que deve vir em primeiro lugar em nossa busca), é outra coisa – aí já é falta de confiança de nossa parte de que Deus cuida de nós. E, pior: essa ansiedade não melhora nada...

14. Tendo visto esta boas razões para não andarmos ansiosos, pensemos agora no fato de que:

 

II. NÃO ANDAR ANSIOSO NÃO SIGNIFICA PASSIVIDADE.

 

01. Jesus não disse para ficarmos parados esperando que tudo aquilo de que necessitamos venha até nós “num passe de mágica”.

02. Em Gênesis 3, logo após o homem pecar, Deus lhe diz que, a partir dali ele, para seu sustento, teria que “suar o rosto”, indicando um certo grau de dificuldade imposta, apesar da providência divina geral. Entretanto, mesmo antes do pecado, Deus pôs o homem recém-criado no jardim do Éden “para guardar e lavrar”.

03. Em toda a Bíblia vemos Deus provendo o sustento de seu povo não o livrando, porém, do trabalho, a não ser em algumas ocasiões e por motivos muito específicos. Pensemos, por exemplo, em Abraão, Isaque ou em Jacó, a quem Deus proveu de muitas posses, mas não os livrou do trabalho, da busca, do “cultivo”, e eles até tiveram que contratar mais trabalhadores quando as posses já eram tantas que eles não davam conta de cuidar sozinhos.

04. Temos que agir/sair em busca do emprego, em busca de com que adquirir nosso sustento, vestuário, habitação, saúde... Até mesmo o desenvolvimento da obra de Deus neste mundo demanda muito trabalho de nossa parte.

05. Não há espaço para a passividade em nossa vida, mas também não deve haver para a ansiedade.

06. Atitude, ação, trabalho, porém com fé e tranquilidade – nem ansiedade e nem passividade.

07. E, por último:

 

III. O REINO DE DEUS E A SUA JUSTIÇA DEVEM SER A NOSSA PRIORIDADE MÁXIMA.

 

01. Buscai, portanto, em primeiro lugar, o reino de Deus e a sua justiça...

a.    Primeiro aqui significa:

                                  i.    Antes de qualquer outra coisa;

                                ii.    Mais importante que qualquer outra coisa;

                               iii.    Melhor que qualquer outra coisa.

02. Textos paralelos para reflexão:

a.    2 Coríntios 4.16-5.1

b.    Colossenses 3.1-4

 

CONCLUSÃO

 

[...]

 

 

Pr. Walmir Vigo Gonçalves.

Fontes de consulta:

Estudos no Sermão do Monte – Lloyde-Jones

Bíblia Online 3.0 – SBB

Mais Perto de Deus – A. W. Tozer

Estudos no Sermão do Monte / parte 28 – Efeitos do Pecado

 

 

EFEITOS DO PECADO

 

- Quatro Terríveis Efeitos do Pecado -

 

Estudo baseado em “A Imunda Servidão ao Pecado”, do Dr. Martin Lloyde-Jones em “Estudos no Sermão do Monte” (Editora Fiel)

 

01. Texto bíblico:

 

“Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam; Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam. Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração. A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz; Se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso. Se, portanto, a luz que em ti há são trevas, quão grandes serão tais trevas! Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom.” (Mateus 6:19-24 BRP)

 

02. O Dr. J. Wilbur Chapman conta a história de

 

um ministro que pregava com profético poder, a respeito do pecado. Falava aberta e penetrantemente, referindo-se ao pecado como "uma coisa abominável que Deus odeia". Certo dia, um membro da igreja foi ao escritório do ministro e disse-lhe:

— Nós não queremos que o senhor fale assim tão abertamente sobre o pecado, porque se os nossos filhos e filhas ouvirem tanto sobre esse assunto, mais facilmente eles se tornarão pecadores. Chame-o um erro, se lhe parecer bem, mas não fale assim claramente sobre o pecado.

O ministro foi a uma prateleira de remédios, trouxe um vidrinho de estriquinina marcado "veneno" e disse:

— Veja o que o senhor quer que eu faça; deseja que eu mude o rótulo. Suponhamos que eu tire esse rótulo e coloque outro mais ameno, por exemplo, "essência de hortelã-pimenta"; pode o senhor prever o que aconteceria? Quanto mais brando fizermos o rótulo, tanto mais perigoso faremos o veneno.

           

03. Hoje vamos pensar sobre o pecado; mais precisamente, sobre Efeitos do Pecado – quatro terríveis efeitos.

04. Quantos de vocês já pararam para pensar no fato de que a Bíblia está repleta de instruções, muitas vezes no sentido positivo, isto é, no sentido de “faça assim”, mas também muitas vezes no sentido negativo, isto é, no sentido de “não faça assim”.

05. Por que a necessidade de tantas instruções?

06. A resposta é simples e objetiva: é por causa do pecado e seus efeitos malignos.

07. O Dr. Martin Lloyde-Jones, em “Estudos no Sermão do Monte” (Editora Fiel), sob o título de “A Imunda Servidão ao Pecado”, aponta quatro terríveis efeitos do pecado.

08. Nossa reflexão hoje vai se basear nesses quatro efeitos.

09. E o primeiro efeito é:

 

I. O pecado perturba e desorganiza o equilíbrio normal de um homem e o funcionamento normal de suas qualidades de ser humano.

 

01. Precisamos aqui pensar na constituição do ser humano.

02. De quê somos constituídos?

03. O ser humano é constituído de corpo, alma e espírito.

04. Em ordem de importância relativa, o espírito vem em primeiro lugar, a alma em segundo e o corpo em terceiro.

05. O espírito tem a ver com a mente, a alma com os sentimentos e o corpo com a expressão prática da vontade. E isso significa que o funcionamento normal do ser humano, pelo interagir de suas três partes constituintes, deveria se dar da seguinte maneira:

a.    A mente deveria figurar em primeiro lugar percebendo e analisando as coisas;

b.    Em segundo lugar deveria figurar os afetos, os sentimentos e as sensibilidades conferidas ao homem pelo Senhor;

c.    E em terceiro lugar deveria vir a vontade expressa através do corpo. A vontade é, podemos assim dizer, a faculdade pala qual colocamos em operação as coisas que compreendemos e que temos desejado.

06. Mas o que temos visto, em geral, é uma perturbação, uma desorganização desse equilíbrio normal de um homem, causado pelo pecado.

07. O homem deixou de ser governado pela sua mente e compreensão em primeiro lugar, e passou a ser governado pelos seus desejos, pelos seus afetos, pelas suas paixões e concupiscências.

08. Isso tem colocado o homem em uma terrível situação.

09. Em João 3.19 lemos: “E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más”. (João 3:19)

10. A luz veio ao mundo, e continua vindo ao encontro dos homens, mas o que acontece?

a.    Eles amam mais as trevas que a luz.

b.    Eles contemplam a vida não com a mente, eles a contemplam por meio de desejos e paixões e se deixam governar por estes desejos e paixões.

c.    E o problema está justamente aí: o homem está sendo governado por seus desejos e paixões, ele não usa mais a cabeça.

11. Por que é que muitos dizem que com a mente, pela razão, até querem servir a Cristo, mas não conseguem fazer com que o corpo siga segundo esse querer? É porque são governados pelos desejos e paixões. E isso é efeito do pecado. O pecado perturbou e desorganizou o equilíbrio normal do homem, bem como o funcionamento de suas qualidades normais de ser humano.

12. Passemos ao segundo efeito do pecado:

 

II. O pecado cega o ser humano no tocante a determinadas questões vitais.

 

01. Isso, depois de pensarmos no primeiro ponto, é algo que nos parece lógico; e é lógico mesmo.

02. O pecado cega o ser humano para as coisas que são óbvias, e torna-os incapazes de perceber tais coisas.

03. Jesus ilustra bem isso ao falar dos tesouros terrenos em contraste com os celestiais. Todos sabemos que os tesouros terrenos, nenhum deles, perdura.

a.    As pessoas se orgulham de sua aparência pessoal, mas a mesma não perdura.

b.    Todos sabemos que o corpo envelhece, cria rugas e um dia morre.

                                  i.    Powerpoint com fotos minhas.

c.    No entanto, pessoas há que, cegas pelo pecado, são capazes de até mesmo sacrificar sua fidelidade a Deus por causa de sua aparência física.

d.    E o que dizer do dinheiro, dos objetos materiais e outras coisas mais?

 

Todas essas coisas acabam perecendo; elas são passíveis de destruição. Se um homem se sentasse para verdadeiramente meditar sobre isso, teria de admitir que essa é a pura verdade. Não obstante, [muitas pessoas há] que tendem por viver em harmonia com o pressuposto contrário. Mostram-se invejosas e ciumentas umas com as outras, e se dispõem em sacrificar tudo e qualquer coisa em troca desses valores terrenos – por causa dessas coisas que estão destinadas a ter fim, e que não poderão levar para sempre consigo. A situação real é tão óbvia; mas, no entanto, os homens não parecem vê-la tão obviamente assim.

 

04. O pecado cega tanto o ser humano que ele perde até o valor relativo das coisas.

a.    Um exemplo bem comum é o de um crente que infringe a lei de trânsito e, para não arcar com o valor da multa, paga um suborno. O que é relativamente mais importante: quinhentos reais “poupados” ou uma consciência limpa diante dos homens, de si mesmo e de Deus?

05. O que é relativamente mais importante: o tempo ou a eternidade?

a.    Sabemos que somos criaturas presas ao tempo, mas destinadas a viver na eternidade, e que o tempo ao qual estamos presos é brevíssimo.

b.    A Bíblia nos ensina a buscar e pensar nas coisas que são de cima.

c.    Mas o que fazemos?

d.    Não é fato que os homens, mesmo os crentes, se dedicam muito mais diligentemente às coisas que são temporais do que às que são eternas?

e.    Alguns há que até ignoram por completo as eternas.

06. Quem tem mais valor: Deus ou o homem?

a.    E o homem tem vivido para Deus ou para o homem mesmo?

b.    Deus está esquecido, Deus está ignorado, até mesmo por muitos que dizem ser cristãos. Em muitos casos Deus até é lembrado por alguns, mas não pelo valor que dão a Ele ou porque O amam, mas porque necessitam que Ele os abençoe em alguma questão. Estão pensando em Deus ou em si mesmos?

07. Mas ainda há aqueles a quem o pecado cegou para a impossibilidade de se misturar opostos, e estes se encontram numa cegueira tão grande que pensam que podem misturar a luz com as trevas, mas a Bíblia diz que não se pode servir a dois senhores. Um precisa ser aborrecido.

08. Se você se encontra nessa situação, não deixe o pecado continuar lhe cegando. Clame a Jesus agora! Arrependa-se! Peça perdão! Faça um compromisso de vida sério com Ele.

09. O terceiro efeito do pecado é:

 

III. O pecado reduz o homem a um escravo das coisas que foram criadas para servi-lo.

 

01. Onde está o seu tesouro?

02. Saiba que onde ele estiver, é aí que ele mantém cativo o seu coração.

03. Todas as coisas que Deus nos deu – alimento, vestuário, casa, família, amigos... tudo – são manifestações de Sua graça e de Sua bondade para conosco. Tudo isso é para nós usufruirmos e nos alegrarmos. O que acontece, porém, é que muitos, cegados pelo pecado, se tornam escravos destas coisas. Essas coisas passam a ocupar o primeiro lugar, o lugar de preeminência em suas vidas. Até mesmo muitos crentes estão escravizados pelas coisas temporais, porque estão dando lugar ao pecado em suas vidas. Não estudam a Palavra, não têm comunhão com Deus na oração, não têm comunhão com a igreja, estão raquíticos, franzinos espiritualmente, e o pecado faz ninho e cega e o reduz à escravidão.

04. Onde está o seu tesouro? Aí está também o seu coração.

05. Chegamos ao último efeito:

 

IV. O pecado arruína inteiramente o homem.

 

01. Esse é o efeito final.

02. Como é que o pecado arruína o homem?

 

“O pecado arruína o homem no sentido que, tendo ele gasto sua vida inteira acumulando certas coisas neste mundo (pensando apenas no que é temporal), no final da vida ele se encontra de mãos vazias. Após haver amealhado para si tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem, e onde os ladrões escavam e roubam, ele se encontra face a face com o mais poderoso de todos os adversários, que é a própria morte. E então esse pobre e mísero homem, que viveu exclusivamente para essas coisas, repentinamente se vê destituído de tudo – desnudo de tudo, excetuando a sua alma. E a sua ruína é completa, pois, ‘que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?’ (Marcos 8.36)”

 

03. Veja a parábola do rico e Lázaro, em Lucas 16.19-31

04. Certamente que o rico da parábola pensava que tudo estava bem com ele. Mas ele estava cego, e, quando, de súbito, viu corretamente a sua realidade, já era tarde demais para ele. Foi um insensato a vida inteira, pensando o contrário. O pecado o arruinou inteiramente e eternamente.

 

Conclusão

 

01. Relembrando os pontos:

a.    O pecado perturba e desorganiza o equilíbrio normal de um homem e o funcionamento normal de suas qualidades de ser humano.

b.    O pecado cega o ser humano no tocante a determinadas questões vitais.

c.    O pecado reduz o homem a um escravo das coisas que foram criadas para servi-lo.

d.    O pecado arruína inteiramente o homem.

02. Existe solução?

03. Felizmente a resposta é sim!

04. A solução é sempre e somente Jesus Cristo!

05. O apóstolo Paulo, Falando sobre Jesus em uma sinagoga em Antioquia da Pisídia, disse: “Seja-vos, pois, notório, varões irmãos, que por este se vos anuncia a remissão dos pecados (Atos 13:38 RC)

06. Em Colossenses 1.14 é-nos dito que pelo seu sangue (o de Cristo) temos a redenção, isto é, a remissão dos pecados.

07. João 3.16 nos diz que “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”

08. Romanos 6.23 diz que “O salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus, nosso Senhor”

09. E por aí vai... A solução é Jesus Cristo! Você já pertence a Jesus Cristo?

 

Muqui – Julho de 2013