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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

SERVOS BONS E FIÉIS

 

SERVOS BONS E FIÉIS

- Servos bons e fiéis são servos compromissados, que se envolvem com os “negócios do reino”, segundo a capacidade que recebeu -

 

1.    TEXTO: Mateus 25.14-30

2.    Ilustração:

 

Sword e Trowvell – Um amigo contou-me que fora visitar um farol e dissera ao faroleiro:

– O senhor não se apavora de viver aqui? E terrível este lugar para se permanecer nele!

– Não - respondeu o faroleiro Não tenho medo. Aqui nunca pensamos em nós mesmos.

– Como é isto? Nunca pensam em si mesmos?

– Nós sabemos que estamos perfeitamente seguros e cuidamos de ter as nossas lâmpadas brilhando e nossos refletores bem limpos, de modo que aqueles que se acharem em perigo, possam ser salvos.

 

3.    Isto é o que os cristãos devem fazer. Eles estão salvos numa casa construída sobre a rocha, que não poderá ser abalada pelas tempestades mais tremendas, e num espírito do mais santo altruísmo devem fazer brilhar sua luz através das trevas do pecado, a fim de que os que se acham em perigo possam alcançar as praias bonançosas de salvação.

4.    Um dos aspectos da vida do crente, sabemos, consiste de “esperar” dos céus a Jesus.

5.    Mas esperar o Senhor não significa cruzar os braços até que ele venha. Antes, cada redimido tem o dever e o privilégio de trabalhar para Ele, segundo as capacidades que recebeu.

6.    A Parábola que lemos fala sobre o envolvimento dos servos no serviço de seu senhor, enquanto aguardam o seu retorno.

7.    Tais servos, ao final, se revelam como

a.    servos bons e fiéis e

b.    servo mau e negligente.

8.    Se Jesus, o nosso Senhor, voltasse hoje e nós tivéssemos que prestar contas a ele, que tipo de servo ele poderia identificar em você?

9.    Jesus quer sua participação;

10. Jesus não requer de você mais do que a capacidade que ele lhe concedeu;

11. Você pode ser fiel ou negligente.

12. Vamos refletir sobre isso?

 

I. JESUS QUER A PARTICIPAÇÃO DE SEUS SERVOS NOS "NEGÓCIOS DO REINO"

           

1.    Pedro, no final de sua segunda carta, após discorrer sobre alguns assuntos, assim se expressa: “como também o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada, falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição”.

2.    Não podemos negar que nem tudo na Bíblia é perfeitamente claro para nós, mesmo para os mais experimentados na vida cristã. Entretanto, há muita coisa, a maioria delas, cuja clareza é inegável também.

3.    Dentre as coisas claríssimas está a verdade de que Jesus quer a participação de seus servos nos “negócios do Reino”.

4.    Aliás, podemos dizer que Jesus exige tal participação.

5.    E, falando de uma maneira mais pessoal, Jesus exige a sua participação, o seu envolvimento.

6.    O nosso texto inicial já deixa isso bem claro, mas você pode consultar alguns outros se quiser:

a.    Mateus 5:13-16: “Vós sois o sal da terra; e, se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta, senão para se lançar fora e ser pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas, no velador, e dá luz a todos que estão na casa. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai, que está nos céus.”

 

b.    João 15.16: “Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça, a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vos conceda.”

 

c.    Efésios 4.11-14: “E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé e ao conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo, para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo vento de doutrina, pelo engano dos homens que, com astúcia, enganam fraudulosamente.”

 

d.    Romanos 12.6-12: “De modo que, tendo diferentes dons, segundo a graça que nos é dada: se é profecia, seja ela segundo a medida da fé; se é ministério, seja em ministrar; se é ensinar, haja dedicação ao ensino; ou o que exorta, use esse dom em exortar; o que reparte, faça-o com liberalidade; o que preside, com cuidado; o que exercita misericórdia, com alegria. O amor seja não fingido. Aborrecei o mal e apegai-vos ao bem. Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros. Não sejais vagarosos no cuidado; sede fervorosos no espírito, servindo ao Senhor; alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração”

 

7.    Isso não significa que Jesus dependa de nós. Se pensarmos assim, para nós ficam valendo as palavras que Jesus a alguns Saduceus em Mateus 22.29: “Errais não conhecendo as Escrituras e nem o poder de Deus”.

8.    Jesus não é dependente de você, mas ele lhe dá o privilégio de envolver-se nos “negócios do Reino”, e exige de você esse envolvimento.

9.    Entretanto,

 

II. JESUS NÃO EXIGE DE NINGUÉM MAIS DO QUE A CAPACIDADE RECEBIDA LHE PERMITE

 

1.    Do fato de o senhor da parábola ter concedido números diferentes de talentos aos servos, podemos tirar duas lições:

a.    Jesus exige de cada um segundo a capacidade que tem

                                  i.    Em outras palavras, Jesus não vai exigir de você fazer aquilo para o quê você não está apto, para o quê Ele não o capacitou,

                                ii.    mas aquilo que você é capaz de fazer ele quer que você faça,

                               iii.    e no final você vai ter que prestar contas se fez ou não.

                               iv.    Bom é o conselho de Eclesiastes 9.10: “Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças...”.

                                v.    Jesus não quer que você se torne um palestrante, um pregador, se ele não lhe capacitou e nem lhe chamou para isso – o que não quer dizer que você jamais possa pregar – mas você pode anunciar a Palavra de outra forma.

                               vi.    Todos podemos fazer alguma coisa. Basta nos colocarmos à disposição do Senhor e ficarmos atentos para descobrirmos onde e como podemos servir.

b.    O valor do trabalho do cristão

                                  i.    Diante de Jesus, o valor não está em ter feito mais ou ter feito menos, por causa de maior ou menor capacidade, antes,

                                ii.    o valor se encontra na fidelidade em desempenhar segundo a capacidade recebida.

                               iii.    Não importa se você fez dois enquanto o outro fez cinco, o que importa é a fidelidade.

2.    Vejamos ainda uma terceira coisa que encontramos no texto:

 

III. SERVOS BONS E FIÉIS E “SERVOS MAUS E NEGLIGENTES”

 

3.1. Vejamos primeiro sobre os servos maus e negligentes

 

1.    Na Parábola Jesus fala sobre um servo mau e negligente.

2.    Esse não parece representar um crente autêntico.

a.    Esse servo demonstrou não conhecer seu senhor e não confiar em seu senhor.

b.    Pode ser a representação de um cristão professo, nominal, mas não um crente de verdade.

c.    E o versículo 30 deixa isso claro. Um crente de verdade jamais será lançado nas trevas exteriores.

                                  i.    Jesus disse em João 10.27-30: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem; e dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará das minhas mãos. Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém pode arrebatá-las das mãos de meu Pai. Eu e o Pai somos um”.

3.    Entretanto, pode haver crentes de verdade que, na questão do envolvimento na obra de Deus, estejam vivendo como maus e negligentes servos.

a.    Não se envolvem com a obra de Deus com compromisso (inclusive e principalmente por meio da igreja, e, se não se envolvem por meio da igreja, através das atividades da igreja, participando dos trabalhos da igreja, etc., dificilmente se envolverão por conta própria)

b.    Alguns há que se tornam negligentes quando fazem coisas, mas pela motivação errada. Tozer escreveu um artigo intitulado “A Absoluta Importância do Motivo”, e numa parte do artigo ele diz:

 

“Como a água não pode subir mais alto do que o nível de sua fonte, assim a qualidade moral de um ato nunca pode ser mais elevada do que o motivo que o inspira. Por esta razão, nenhum ato procedente de um motivo mau pode ser bom, ainda que algum bem pareça resultar dele. Toda ação praticada por ira ou despeito, por exemplo, ver-se-á, afinal, que foi praticada em favor do inimigo e contra o reino de Deus. Infelizmente, a atividade religiosa possui tal natureza, que muito desse tipo de atividade pode ser realizado por motivos maus, como a raiva, a inveja, a ambição, a vaidade e a avareza. Toda atividade desse tipo é essencialmente má e como tal será avaliada no Julgamento. Nesta questão de motivos, como em muitas outras, os fariseus dão-nos exemplos claros. Eles continuam sendo o mais triste fracasso religioso do mundo, não por causa de erro doutrinário, nem porque eram pessoas de vida abertamente dissoluta. Todo o problema deles estava na qualidade dos seus motivos religiosos. Oravam, mas para serem ouvidos pelos homens, e, deste modo, o seu motivo arruinava as suas orações e as tornava inúteis e, realmente, más. Contribuíam para o serviço do templo, porém, às vezes, o faziam para escapar do seu dever para com os seus pais, e isto era um mal, um pecado. Os fariseus condenavam o pecado e se levantavam contra ele, quando o viam nos outros, mas o faziam motivados por sua justiça própria e por sua dureza de coração. Isso caracterizava quase tudo o que faziam. Suas atividades eram cercadas por aparência de santidade; e essas mesmas atividades, se fossem realizadas por motivos puros, seriam boas e louváveis. Toda a fraqueza dos fariseus estava na qualidade dos seus motivos.”

 

3.2. Segundo, vejamos sobre os servos bons e fiéis

 

1.    Os que receberam, respectivamente, 5 e 2 talentos, representam os servos bons e fiéis.

2.    Servos bons e fiéis são aqueles que se envolvem na obra de Deus

a.    com fidelidade,

b.    pelas motivações corretas,

c.    segundo as suas capacidades recebidas.

d.    São servos de Deus que têm um compromisso sincero, verdadeiro com Jesus e sua causa.

4.    Que tipo de servo é você?

       

CONCLUINDO

 

1.    Vimos, então:

a.    Que Jesus quer o envolvimento dos seus servos nos negócios do reino – vamos ter que prestar contas desse envolvimento ou da falta dele.

b.    Que o importante não é o quê e o quanto se fez – o que importa é a fidelidade – Se Jesus nos capacitou para nos envolvermos em tais e tais atividades, devemos nos envolver nelas com todas as nossas forças.

c.    Que há a possibilidade de nos tornarmos servos maus e negligentes, mas o ideal é que sejamos servos bons e fiéis.

2.    Quando Wilberforce se converteu, trêmulo e receoso, procurou seu amigo, o grande estadista da época, Sr. William Pitt, a quem relatou o fato. Por duas horas seu amigo esforçou-se para convencê-lo de que ocorria com ele apenas uma preocupação de visionário, de fanático, talvez inconsciente. Mas o rapaz permaneceu firme na sua conversão. Durante vinte e cinco anos havia sido um jovem entregue apenas à recreação, alegrando-se, cantando, despertando a inveja dos seus colegas pela sua jovialidade. Entretanto, a verdadeira felicidade só lhe foi manifesta ao conhecer Cristo. Agora, pois, depunha sua saúde, inteligência, eloqüência e influência aos pés de seu Senhor, declarando: "Façam os outros o que quiserem, pois eu servirei ao Senhor! ("L. L. Landrum")

3.    Que sejamos como o Sr. Wilberforce – Que deponhamos aos pés do Senhor Jesus

a.    a nossa saúde,

b.    a nossa eloqüência,

c.    a nossa inteligência,

d.    as nossas forças,

e.    enfim, que deponhamos tudo aos pés do Senhor Jesus, para que com tudo e em tudo lhe sejamos servos úteis, bons e fiéis.

 

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

OS QUE SÃO DE CRISTO JESUS

 

OS QUE SÃO DE CRISTO JESUS

 

1.    Era comum aos apóstolos se apresentarem como servos de Cristo – douloz (doulos) = servo, ou, literalmente, escravo.

2.    Era uma maneira de confessar que eles não pertenciam a si mesmos, senão a Cristo Jesus.

3.    O Apóstolo Paulo, escrevendo sua primeira carta aos Coríntios, no capítulo 6, versículos 19 e 20, disse: “Não sabeis que o vosso corpo é o Templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus”.

4.    O mesmo Apóstolo, em Romanos 14:7 e 8, disse: “Porque nenhum de nós vive para si, e nenhum morre para si. Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, ou vivamos ou morramos, somos do Senhor”.

5.    Nós não somos de nós mesmos; pertencemos a Jesus, e, baseado nesse conhecimento, quero meditar com os irmãos em três coisas que caracterizam os que são de Cristo Jesus.

 

I. Os que são de Cristo Jesus ouvem a sua voz e o seguem.

 

1.    Encontro essa informação em João 10, no versículo 27. Veja esse texto a partir do verso 22:

 

“E em Jerusalém havia a Festa da Dedicação, e era inverno. E Jesus passeava no templo, no alpendre de Salomão. Rodearam-no, pois, os judeus e disseram-lhe: Até quando terás a nossa alma suspensa? Se tu és o Cristo, dize-no-lo abertamente. Respondeu-lhes Jesus: Já vo-lo tenho dito, e não o credes. As obras que eu faço em nome de meu Pai, essas testificam de mim. Mas vós não credes, porque não sois das minhas ovelhas, como já vo-lo tenho dito. As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem” (RC)

 

2.    Veja agora a seguinte história:

 

“Um viajante que atravessava certa região da Síria parou para observar três pastores que apascentavam juntos as suas ovelhas. Os rebanhos dos pastores estavam unidos, e pareciam um só. Em certo momento um dos pastores despediu-se dos companheiros e começou a chamar: - “Men – ah” – que quer dizer “segue-me”. Imediatamente, trinta ovelhas se destacaram do grupo e seguiram-no. Outro pastor também se retirou pronunciando as mesmas palavras, e foi seguido por outro grupo do rebanho. Como viu que o terceiro pastor também ia se retirar, o viajante se aproximou e perguntou:

- Se eu chamar as ovelhas elas me seguirão?

- Não! – disse o pastor.

- E se eu vestir o vosso casaco, se tomar o vosso bordão, e se pronunciar as mesmas palavras, elas me seguirão?

- Nem assim!

Apesar disso, o viajante fez a experiência. Nenhuma ovelha o atendeu. Voltando-se então para o pastor, inquiriu:

- Elas não seguem a ninguém?

- Quando alguma está doente, às vezes segue. Ela se desorienta e não conhece mais a minha voz.

Assim acontece com os crentes. Só quando estão espiritualmente enfermos é que confundem a voz de seu pastor (Jesus) com a de outros mestres.”

 

3.    Temos nós ouvido a voz de Jesus e o seguido?

4.    A Palavra de Deus tem sido, de fato, a nossa única regra de fé e conduta?

5.    Os que são realmente de Cristo Jesus, se não estiverem enfermos espiritualmente, ouvem a sua voz e o seguem.

6.    Passemos à segunda consideração:

 

II. Os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências.

 

1.    Encontro essa informação em Gálatas 5.24. Veja a partir do verso 16:

 

“Digo, porém: Andai em Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne. Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne; e estes opõem-se um ao outro; para que não façais o que quereis. Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais debaixo da lei. Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o Reino de Deus. Mas o fruto do Espírito é: caridade, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Contra essas coisas não há lei. E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências.” (Gálatas 5:16-24 RC)

 

2.    Veja também alguns trechos de Colossenses 3:

 

“... se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima... Pensai nas coisas que são de cima e não nas que são da terra; porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus... Mortificai, pois... a prostituição, a impureza, o apetite desordenado, a vil concupiscência e a avareza, que é idolatria; pelas quais coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência... despojai-vos... da ira, da cólera, da malícia, da maledicência, das palavras torpes da vossa boca. Não mintais uns aos outros, pois que já vos despistes do velho homem com os seus feitos e vos vestistes do novo... Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade, suportando-vos uns aos outros e perdoando-vos uns aos outros... E, sobre tudo isto, revesti-vos de amor... A palavra de Cristo habite em vós abundantemente... E, quanto fizerdes por palavras ou por obras, fazei tudo em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai... E, tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor e não aos homens, sabendo que recebereis do Senhor o galardão da herança, porque a Cristo, o Senhor, servis...” (RC)

 

3.    Perguntaram certa vez a George Müller qual o segredo de seu êxito. Ele respondeu:

 

“Houve um dia em que morri; morri para George Müller, suas opiniões, preferências, gostos, tendências e vontades. Morri para o mundo, seja para a sua aprovação ou censura. Morri para os aplausos ou críticas dos meus amigos e irmãos na fé, e, desde então, tenho buscado ser apenas aprovado por Deus!”

 

4.    Na luta entre a carne e o Espírito, qual tem saído vencedor em sua vida?

5.    Você tem andado em Espírito, ou tem preferido cumprir a concupiscência da carne?

6.    Lembre-se: os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne com suas paixões e concupiscências.

7.    Visto isto, passemos agora à nossa terceira consideração, uma consideração maravilhosa:

 

III. Os que são de Cristo Jesus reinarão com ele em glória.

 

1.    Eu disse "os que são de Cristo Jesus";

a.    Eu não disse "os que são membros de uma igreja";

b.    Eu não disse "os que foram batizados";

c.    Eu não disse "os que são *gente boa*";

d.    Eu não disse "os que fazem alguma espécie de sacrifício";

e.    Eu não disse "os que contribuem financeiramente para a igreja";

f.     Eu disse "os que são de Cristo Jesus"

2.    Os que são de Cristo Jesus, E SOMENTE os que são de Cristo Jesus, reinarão com ele em glória.

3.    Para conferir que estes estarão n glória celestial e reinando juntamente com Cristo, basta darmos uma olhada em Daniel 7.18 e 27 e Apocalipse 22.1-5. Veja:

 

“... os santos do Altíssimo receberão o reino e possuirão o reino para todo o sempre e de eternidade em eternidade.” (Daniel 7:18 RC)

 

“... o reino, e o domínio, e a majestade dos reinos debaixo de todo o céu serão dados ao povo dos santos do Altíssimo; o seu reino será um reino eterno, e todos os domínios o servirão e lhe obedecerão.” (Daniel 7:27 RC)

 

“E mostrou-me o rio puro da água da vida, claro como cristal, que procedia do trono de Deus e do Cordeiro. No meio da sua praça e de uma e da outra banda do rio, estava a árvore da vida, que produz doze frutos, dando seu fruto de mês em mês, e as folhas da árvore são para a saúde das nações. E ali nunca mais haverá maldição contra alguém; e nela estará o trono de Deus e do Cordeiro, e os seus servos o servirão. E verão o seu rosto, e na sua testa estará o seu nome. E ali não haverá mais noite, e não necessitarão de lâmpada nem de luz do sol, porque o Senhor Deus os alumia, e reinarão para todo o sempre.” (Apocalipse 22:1-5 RC)

 

4.    Uma história ilustrativa muito interessante nos diz que

 

Uma moléstia sem cura atirou ao leito o filho mais velho e herdeiro do Duque de Hamilton, levando-o à morte em um curto espaço de tempo. Um pouco antes de morrer, o nobre inglês retirou a sua Bíblia de debaixo do travesseiro e leu o seguinte trecho: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, Justo Juiz, me dará naquele dia...” Logo depois, chamou seu irmão mais moço, e, em tom de carinho e ternura, disse-lhe: ‘E agora, Douglas, dentro de pouco tempo você será um Duque, mas eu serei um rei.

 

5.    A Palavra de Deus garante-nos que nós reinaremos com Cristo em glória.

6.    Isso não é fantástico?

7.    Apocalipse 1:5b e 6a nos diz que Cristo nos ama, e em seu sangue nos lavou de nossos pecados, e nos fez reis e sacerdotes para Deus.

8.    Eu não sei como será isso, mas com certeza será algo extraordinariamente maravilhoso.

 

Conclusão

 

1.    Se somos de Cristo Jesus, precisamos ouvir Sua voz e segui-lo;

2.    Se somos de Jesus precisamos levar a nossa carne com as suas paixões e concupiscências à cruz.

3.    A pessoa que nunca ouve a Jesus, e nunca o segue, e sempre atende aos apelos da carne, provavelmente não lhe pertence, e seu futura eternos é nada promissor.

4.    Mas, os que pertencem a Cristo têm um futuro glorioso. Quando terminarem de atravessar esse Jordão e chegarem à Canaã Celestial, reinarão ali com Cristo para todo o sempre.

 

Pr. Walmir Vigo Gonçalves.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

TODOS DEVEM SERVIR E DAR FRUTOS

 

TODOS DEVEM SERVIR E DAR FRUTOS

 

1.    Em João 15.16 Jesus diz aos seus discípulos: “Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça, a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vos conceda.” (João 15:16 RC)

2.    Em Mateus 25.14-30 está registrada uma parábola contada por Jesus que diz que um homem, partindo para uma terra distante, entregou a seus servos o cuidado de seus bens. A um deu cinco talentos, a outro dois e a outro um, com os quais eles deviam trabalhar e fazer multiplicar. Uma das lições que Jesus nos transmite através desta parábola é que no Reino de Deus todos devem servir e dar frutos. Quem recebeu cinco talentos precisa servir com eles e dar os seus respectivos frutos, bem como quem recebeu dois e um talentos. O que você tem feito com os “talentos” que Deus lhe deu?

3.    Abaixo coloco algumas sugestões para que você possa servir e dar frutos para Deus:

 

I.        Primeira sugestão: você deve se dispor e prestar atenção para que possa aproveitar bem as oportunidades que Deus lhe dá de servir.

 

1.    Veja o exemplo do Profeta Isaías – Isaías 6 (exemplo de alguém que se dispôs)

2.    Veja o exemplo daqueles que estiveram entre os primeiros integrantes da igreja primitiva, quando sob perseguição – Atos 8.4 (exemplo de pessoas que aproveitavam as oportunidades).

3.    Se disponha e esteja atento às oportunidades que Deus lhe dará e use essas oportunidades.

4.    Obviamente quando a gente pensa em servir e dar frutos nossa mente se volta para o servir evangelizando para que as pessoas se convertam; entretanto, o servir e frutificar não se restringe a essa forma. Vou citar um exemplo de oportunidade para os irmãos – oportunidade de agir com amor até mesmo para com os inimigos:

 

Um escravo que tinha a confiança de seu dono, viu um dia, no mercado dos escravos, um negro cujo corpo corcovado e pernas cambaleantes, denotavam a sua extrema fraqueza e velhice. O escravo implorou ao patrão que o comprasse. Este mostrou a sua surpresa, mas deu o seu consentimento e o velho mudou de dono, e foi levado para o seu novo domicílio. O escravo levou-o para sua cabana, meteu-o em sua própria cama, repartiu a sua comida com ele, deu-lhe água em sua caneca, levava-o ao sol, levava-o à sombra. Alguém curioso, perguntou: “É teu pai?” Respondeu ele: “Não, senhor”. “É teu irmão?” “Não, senhor”. “Então só pode ser grande amigo teu, com certeza!” “Não, ele é meu inimigo. Há muitos anos ele me roubou da minha aldeia e vendeu-me como escravo. Mas o Senhor Jesus manda-nos amar os nossos inimigos”.

 

II.        Em segundo lugar, você precisa procurar ter uma vida exemplar.

 

1.    Veja o que diz Jesus em Mateus 5.16

2.    Veja a chamada de atenção de Paulo em Efésios 5.8-9

3.    De um certo cristão chinês foi dado o seguinte depoimento, certa vez, por seus compatriotas: “Não há diferença entre ele e o Livro”.

 

III.        Terceiro você precisa orar, no caso, para que as pessoas se convertam, mas também por outros motivos.

 

1.    Sobre a importância da oração Léo Francisco Pais muito bem se expressou de forma escrita dizendo que (coloco aqui apenas os tópicos):

a.    A oração ocupou o centro do ministério público de Jesus;

b.    A oração ocupou o centro do ministério apostólico;

c.    A oração ocupa o centro do ministério de nosso Senhor Ressurreto;

d.    A oração é o meio pelo qual entramos em comunhão com Deus;

e.    A oração é o meio pelo qual recebemos as coisas que pedimos a Deus;

f.     A oração é a maior obra que Deus requer dos cristãos;

g.    A oração é a preparação do caminho do Senhor, e

h.    A oração é a semente de todo avivamento espiritual.

2.    Num livro que adquiri recentemente (recebi em 30/01/2014), da Editora Fiel, o autor, Thabiti Anyabwile, discorre sobre "O que é um membro de igreja saudável". Ele aponta 10 marcas, e uma delas é: "Um membro de igreja saudável guerreia com oração".

3.    Então ore!

a.    Ore de forma geral, mas também ore de forma específica, isto é, ore por todos, mas não se esqueça de orar pela “Maria”, pelo “João”...

b.    Ore pessoalmente (em casa), mas também corporativamente (com outros irmãos – no templo às quartas-feiras, por exemplo). Mark Dever, falando sobre a importância da oração corporativa assim se expressa:

 

Participar regularmente da oração corporativa começa a eliminar aquela suposição individualista de que o cristianismo é só sobre MIM e a MINHA relação com Deus; e começa a reposicionar-nos como cristãos individuais na congregação de forma que passemos a nos dar conta daquela pessoa que está doente, daquela pessoa que acabou de ter um bebê, de uma pessoa que está desempregada, de outra pessoa que acabou de tornar-se cristã. Participar da oração corporativa ajuda-nos a descobrir que nossas vidas como seguidores de Cristo são amarradas umas às outras. Ajuda-nos a descobrir como Deus se preocupa com a congregação como uma entidade que deveria ser marcada pelo fruto do Espírito e o amor de João 13:34-35... [Ela)] Trabalha contra a desunião porque você começa a perceber que aquela pessoa que você está desconsiderando, escarnecendo, ou desprezando é de fato parte do seu próprio corpo. Você precisa aproximar-se dela e dos seus problemas – mesmo quando você discorda dela... (http://www.bomcaminho.com/md012.htm – Sobre o Uso e a Importância da Oração Corporativa – Uma Entrevista com Mark Dever)

 

Concluindo

 

1.    Suponhamos que eu chegasse aqui hoje e escolhesse algumas pessoas dentre os irmãos, dizendo assim: "Fique de pé os seguintes irmãos: ..... Eu os estou escolhendo e nomeando", e não dissesse mais nada. O que estes irmãos iriam perguntar? Certamente que perguntariam "para que" eles foram escolhidos e nomeados. Pois bem, meu irmão, a Palavra de Deus está hoje lhe dizendo que Jesus lhe escolheu e lhe nomeou, e também revela o "para que": "para que vades e deis fruto e o vosso fruto permaneça". Então, 

a.    Se disponha, preste atenção nas oportunidades e aproveite-as.

b.    Tenha uma vida exemplar. Seja “igual ao Livro”.

c.    E ore, sozinho e corporativamente, sozinho e com os demais membros deste corpo do qual você faz parte, que é o Corpo de Cristo, a igreja.

 

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

Muqui – Fevereiro de 2014