Faça aqui uma busca do que você quer

sábado, 14 de setembro de 2013

Estudos no Sermão do Monte / parte 32 - Pedi, Buscai e Batei e Receberás

PEDI, BUSCAI E BATEI E RECEBERÁS

Mateus 7.7-11

 

– Estudo 32 da série "Estudos no Sermão do Monte", que tem como fonte a obra de Martyn Loyd-Jones, "Estudos no Sermão do Monte", publicada pela Editora Fiel –

 

1.    Veja bem o que temos aqui:

a.    Pedi e... (dar-se-vos-á).

b.    Buscai e... (encontrareis).

c.    Batei e... (abrir-se-vos á).

d.    Pois o que pede recebe, o que busca encontra e ao que bate abrir-se-lhe-á.

e.    Vosso Pai Celestial, mais que um Pai terreno, dará bens (**boas coisas** é a tradução mais correta) aos seus filhos que pedirem.

2.    Será que existe algo mais animador, para aqueles que creem, do que essa promessa de Jesus?

3.    Creio que todos já conseguimos entender que, biblicamente, a vida é uma jornada.

a.    Estamos aqui de passagem e "indo para algum lugar".

b.    E já nos demos conta de que essa jornada inclui, em muitos pontos, problemas e às vezes até incertezas, e não sabemos com exatidão em quais pontos da jornada nos encontraremos com esses problemas e incertezas.

c.    Sabemos para onde estamos indo, mas não sabemos o que nos está esperando no "caminho para lá".

d.    E, diante disso, uma promessa como essa é extremamente confortadora para aqueles que creem, por mostrar que "o Pai está com Sua atenção voltada para nós enquanto vamos"; "o Pai está conosco no caminho", e isso é o que realmente importa. Abraão, conforme observou um idoso Puritano há algumas centenas de anos, "saiu sem saber para onde ia; mas ele sabia com quem ia".

4.    Essa é, então, uma realidade para a qual a nossa mente pode se voltar quando lemos que Jesus disse que se pedirmos ser-nos-á dado, se buscarmos encontraremos e se batermos a porta se nos abrirá – o Pai se importa conosco, presta atenção em nós, está atento à nossa oração e está conosco em nossa jornada.

5.    Mas precisamos raciocinar mais. E esse raciocínio não pode ser simplesmente à luz do que pensamos ser nossas necessidades físicas/materiais e muito menos à luz de nossos desejos puramente mundanos. Se assim o fizermos poderemos ficar imaginando que *tudo*, indiscriminadamente, está incluído, quando, na verdade, o que a Bíblia nos ensina é que não é bem assim.

6.    A Bíblia ensina certo; nós é que lemos errado. E essa leitura errada a fazemos porque somos sujeitos à influencia de nossos desejos egoístas e mundanos – mesmo quando somos ensinados erradamente essa influência negativa não deixa de ter a sua participação.

7.    Por exemplo, eu posso ler, erradamente, apenas o verso 13 de Filipenses 4 e sair exigindo de Deus que atenda às minha reivindicações egoístas e que são puramente para o meu deleite pessoal, ou posso ler corretamente, observando o contexto (vs. 10-14), e descobrir que o significado é que *tendo* ou *não tendo*, estando em situação de *conforto* ou *desconforto*, eu permaneço firme na fé porque quem me fortalece é Deus, o Pai, que está comigo. Minha força não advém de *coisas* ou *conforto pessoal*, minha força tem sua origem no Pai que vai comigo pelo caminho.

8.    Então vamos raciocinar um pouquinho mais, pensando na questão da perseverança na oração, na questão sobre o que somos orientados, observando-se o contexto, a pedir principalmente e no fato de que Deus, sendo nosso Pai Celestial, só nos dá coisas boas e jamais coisas que desfavoreçam nosso progresso espiritual.

9.    Então vamos lá:

 

I. Pedir, Buscar E Bater – Uma Sequência Que Indica Perseverança Na Oração E Que É Demonstrativa Da Intensidade Espiritual Do Indivíduo.

 

Eu preciso ser perseverante na oração

 

1.    Em todos os tempos, ao se considerar essas palavras de Jesus, tem surgido a ideia de que tais palavras indicam a necessidade de haver perseverança na oração.

2.    Uma observação bem interessante que alguém fez é a de que pode se notar nessas palavras uma intensificação de esforço:

a.    pedir: um esforço pequeno;

b.    Buscar: um esforço mais diligente;

c.    Bater: o ápice do esforço.

3.    Essa observação é bem interessante por também demonstrar a intensidade espiritual de uma pessoa. Aquele que age assim, aquele que não desiste, porquanto crê, é o indivíduo que tem vida e caráter espiritual intenso. Muitas vezes nós nem bem começamos a nos esforçar em buscar no Senhor algo e já desistimos, e até nos esquecemos. Não recebemos ainda uma resposta e já paramos de buscar no Senhor.

4.    Às vezes isso pode nos parecer estranho – temos, em algumas ocasiões, que insistir com o Senhor?

5.    E fato é que, ainda que não entendamos, na Bíblia encontramos esse ensinamento.

6.    Não se trata de vãs repetições, mas de perseverança.

7.    Veja Gênesis 32.24-32

8.    Veja Lucas 18.1-8

9.    Perseverança é requisito bíblico para uma "busca bem sucedida" em Deus.

 

II. Perseverança Na Oração Visando O Que? O Que Pedir E Buscar? E Bater Pra Que Se Nos Abra A Porta Para Que Ou Onde?

 

Eu preciso pedir corretamente. Preciso ser perseverante em pedir coisas que contribuam para o meu progresso espiritual.

 

1.    É fato inegável que, na Bíblia, somos ensinados a pedir, buscar em Deus aquelas coisas de que necessitamos para bem viver neste mundo.

a.    Veja Filipenses 4.6

b.    Veja Mateus 6.11

c.    Veja 1 Pedro 5.7

d.    E nosso texto em questão também se aplica, porque o Pai dá boas dádivas a seus filhos.

2.    Entretanto, como já disse anteriormente, precisamos "ler certo", para não ficarmos "pensando errado". Se eu ler esse texto erradamente, sem considerar seu contexto, posso ficar pensando que TUDO, indiscriminadamente, incluindo aquilo que é só desejo pessoal e não necessidade real, TUDO pelo que eu "pedir, buscar e bater", Jesus tem que me conceder porque ele disse que se eu isso fizer alcançarei.

3.    Obviamente, sabemos,  que *em* e *para todas* as nossas necessidades podemos e devemos pedir, buscar e bater, e muitas delas *ser-nos-ão dadas*, *acharemos* e *abrir-se-nos-ão*;

4.    Porém não tudo *necessariamente* e nem tudo *indiscriminadamente*. Pode-se citar, por exemplo:

a.    O espinho na carne de Paulo – Veja 2 Coríntios 12.7-9

                                  i.    O que era esse espinho na carne de Paulo? (eu não sei)

                                ii.    Será que era algo *perturbador*?

                               iii.    Quantas vezes Paulo orou para se ver livre desse "espinho na carne"?

                               iv.    Ele "pediu", "buscou" e "bateu", isto é, foi insistente, perseverante?

                                v.    E qual foi a resposta que ele obteve e por que?

b.    Pedidos feitos por motivos errados: Tiago 4.3.

5.    Estes são dois bons exemplos, sendo o primeiro um exemplo de que não é *tudo necessariamente*, e o segundo de que não é *tudo indiscriminadamente*.

6.    Mas há um pedido principal, que está implícito no contexto, que se formos perseverantes, demonstrando assim que estamos realmente interessados, ser-nos-á dado.

7.    Qual é esse pedido? (Algum irmão gostaria de "arriscar"?) – Por que Jesus profere essas palavras nesse ponto do Sermão? O que tem a ver isso com o que ele estava ensinando?

8.    Vamos pensar no contexto: O que Jesus estava ensinando sobre como devem viver aqueles que são seus, os "bem-aventurados"? Algumas coisas aleatórias:

a.    Têm que ser sal da terra e luz do mundo;

b.    A sua justiça deve exceder a dos escribas e fariseus;

c.    Sua conformidade à lei de Deus não deve ser concebida apenas em termos de ações. Os pensamentos, os desejos e os motivos, isto é, aquilo que provoca as ações, são igualmente importantes;

d.    Não devem resistir ao perverso;

e.    Devem amar até os inimigos e orar pelos que os perseguem;

f.     Devem lutar para não se encontrarem agradando a si mesmos e buscando glória para si mesmos, senão para Deus. Não devem "trombetear", anunciando as coisas boas que fazem;

g.     Não devem ajuntar tesouros na terra e sim no céu;

h.    Devem ter plena confiança em Deus e não andar ansiosos por coisa alguma;

i.      Não devem julgar erradamente, pelas razões que vimos em estudo anterior.

9.    Todas essas coisas e muitas mais tivemos ocasião de estudar – e todos esses estudos estão disponíveis em nossa página virtual.

10. E tudo isso nos mostra uma coisa: o elevado padrão que Deus exige daqueles que são Seus filhos. E, nas palavras de Lloyd-Jones:

 

Assim que nos conscientizamos deste fato começamos a nos sentir humilhados, e começamos a perguntar: "Quem é idôneo para essas coisas? Como podemos viver à luz de tão alto padrão?" E não somente isso, mas também tomamos consciência da nossa necessidade de purificação, percebemos quão indignos e pecaminosos somos. E o resultado de tudo isso é que nos vemos como indivíduos totalmente incapazes e destituídos de esperança. E pensamos: "Como poderíamos viver o Sermão do Monte? Como é que alguém pode ter uma vida caracterizada por tão alto padrão? Precisamos de ajuda e graça! Mas, onde podemos obtê-las?" Eis a resposta: "Pedi e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei e abrir-se-vos-á".

 

11. Ah, meus amados irmãos, essa é a conexão correta! Essa é a leitura correta!

12. O evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo é glorioso demais e diante desse evangelho glorioso seremos insensatos se pesarmos poder alcançar seu elevado padrão através de nossa fraca moralidade pessoal. O padrão que nos é apresentado por Jesus Cristo nos esmaga, a qualquer um de nós, até ao chão, até ao pó, e nos leva a perceber a nossa incapacidade e a nossa desesperadora necessidade da graça de Deus. Não temos, definitivamente não temos, de nós mesmos o necessário para viver a vida que Deus quer que vivamos. Ma Deus tem, e disponibiliza a nós, se pedirmos, se buscarmos e se batermos.

 

III. Deus É Nosso Pai E Só Nos Dá Coisas Boas – E Ele Nunca Erra.

 

Eu preciso compreender e aceitar que Deus, sendo meu Pai Celestial, só me dará coisas boas. Ele não me dará TUDO necessariamente e nem TUDO indiscriminadamente.

 

1.    Bem, já vimos que "se pedirmos mal" não alcançamos o que pedimos.

2.    Deus jamais nos dará algo que seja prejudicial às nossas almas.

3.    E Deus nunca erra. Deus conhece perfeitamente a diferença entre o bom e o ruim, entre o bem e o mal.

a.    Nós não temos esse conhecimento perfeito, mas Deus sim.

b.    Nós podemos errar no tocante a isso, mas Deus não.

4.    Pais humanos podem se enganar e dar algo prejudicial a seus filhos julgando estar dando algo benéfico, mas nosso Pai Celestial jamais comete este equívoco.

5.    Nas palavras de Lloyd-Jones:

 

Somos filhos de um Pai que não somente nos ama, mas que cuida de nós e mantém atenta vigilância sobre nós. Ele jamais nos dará alguma coisa que nos seja prejudicial. Porém, além disso, Ele jamais nos desviará do bom caminho, Ele jamais cairá em erro no tocante àquilo que Ele tiver de dar-nos. Deus sabe de tudo; o Seu conhecimento é absoluto. Se ao menos pudéssemos compreender que estamos nas mãos de um Pai dessa qualidade, então a nossa perspectiva do futuro seria inteiramente modificada.

 

Conclusão

 

1.    Pedir, buscar e bater – perseverança na oração com promessa de resposta, é o que temos no texto. Porém, não "qualquer coisa", porque Deus é nosso Pai Celestial e não proverá para nós algo que seja prejudicial às nossas almas, ao nosso progresso espiritual.

2.    O contexto nos leva a pensar/entender que essa perseverança na busca por progresso espiritual tem resposta garantida.

3.    Como bem se expressou Lloyd-Jones:

 

Peçamos qualquer coisa que nos seja proveitosa, qualquer coisa que contribua para aprimorar a nossa ... perfeição... Qualquer coisa que nos aproxime mais do Senhor, que expanda a nossa vida e que nos faça progredir espiritualmente, e Deus nos dará. Talvez pensemos que certas coisas são boas, mas Ele sabe que essas coisas são más para nós. Deus jamais se engana e, sob hipótese nenhuma, nunca nos dará essas coisas prejudiciais. Ele nos dará coisas proveitosas. E sua promessa, literalmente, é a seguinte: se lhe pedirmos essas coisas boas, como a plenitude do Espírito Santo, ou uma vida caracterizada pelo amor, pela alegria e pela paz, pela longanimidade, etc., e todas aquelas virtudes excelentes que podiam ser vistas a brilhar esplendorosamente na vida terrena de Jesus Cristo, Ele no-las dará. Se realmente quisermos ser mais parecidos com ele... se realmente lhe solicitarmos  essas realidades espirituais, então haveremos de ser abençoados. Se as buscarmos, haveremos de achá-las; e, se batermos, a porta dessas bênçãos nos será aberta, e haveremos de entrar no gozo dessas possessões. A sua promessa é que se Lhe pedirmos coisas boas, nosso Pai Celeste haverá de dá-las para nós.

 

Em Cristo,

 

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

 

Muqui, Setembro de 2013

MISSÕES NASCEU NO CORAÇÃO DE DEUS

MISSÕES NASCEU NO CORAÇÃO DE DEUS

 

1.    Disse alguém: “A resposta correta à insolente pergunta de Caim — "Acaso sou eu tutor de meu irmão?" – seria um muito positivo "Sim!" Indubitavelmente, somos guardadores de nossos irmãos. Temos responsabilidade para com todos os que entram em contato conosco. Certo comerciante conservava, na parede de seu escritório, três mapas. "Antes de eu aceitar Cristo", explicou ele, "como negociante de imóveis, eu tinha este mapa de várias subdivisões sempre à minha frente. Só pensava em propriedades. Então, me tornei crente, e pendurei outro mapa. Este segundo mapa é de meu país e meu estado, e sempre me lembra o dever que tenho para com a minha comunidade e os habitantes de minha terra. Então, comecei a pensar em obrigações mais vastas — o campo mundial — e dependurei um terceiro mapa: o mapa mundi. Este mapa abrange os outros dois. Ele sempre me lembra que sou guardador de meus irmãos em todo o mundo."

2.    Em um certo sentido somos, como servos de Deus, responsáveis pelas demais pessoas que convivem conosco nesse mundo.

3.    Até mesmo por aquele que nunca vimos e nunca veremos (pelo menos nesta vida) somos responsáveis.

4.    Nos tornamos responsáveis quando Deus nos comissionou, como igreja, para a tarefa missionária.

5.    Todos somos chamados por Deus para nos unirmos na realização dessa tão grande missão.

6.    Entretanto, não fomos nós quem tivemos a idéia de realizar essa tarefa; ela não nasceu no terreno do nosso coração. Missões nasceu no coração de Deus. E nossa pretensão com essa reflexão é constatar isso observando, simplesmente, dois dos objetivos da obra missionária e também o “terreno” em que ela está fundamentada.

7.    Vamos lá, então:

 

I. Em primeiro lugar, pensemos no fato de que um dos objetivos da obra missionária é trazer o homem de volta ao porquê ou para quê ele foi criado.

           

1.    Creio que todos sabemos pelo menos um pouquinho sobre Deus e Seus atributos, e que um de Seus atributos é a eternidade. Deus é eterno!

2.    O universo, entretanto, sabemos, foi criado por esse Deus que é eterno.

3.    Homens da ciência de todos os tempos têm diligentemente procurado descobrir COMO se deu o início do universo. Mas o foco cristão é outro; nós, cristãos, temos que estar ocupados em o PORQUÊ de tudo o que Deus criou. Deus certamente não foi obrigado a criar o universo, mas Ele teve um objetivo, um “porquê” ao fazê-lo.

4.    Analisemos um pouquinho isso olhando para alguns versículos da Palavra de Deus:

a.    Romanos 11.36: “Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória pois a ele eternamente. Amém”

b.    Colossenses 1.16: “Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades: tudo foi criado por ele e para ele”

c.    Salmo 19.1: “OS céus manifestam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos”

d.    Isaías 43.7: “A todos os que são chamados pelo meu nome, e os que criei para minha glória; eu os formei, sim, eu os fiz”

5.    Vê-se que tudo foi criado por Deus para Si mesmo, para a manifestação de Sua glória.

6.    Jonathan Edwards dizia que o fim supremo de todas as obras divinas é a glória de Deus.

7.    João Calvino, diz Russel Shedd em seu livro “Fundamentos Bíblicos da Evangelização”, apresenta três metáforas que nos ajuda a pensar nesse fato:

a.    A criação é um teatro deslumbrante em que a glória de Deus pode manifestar-se. Devemos corresponder à majestade e ao poder de tudo quanto Ele fez com aplausos e louvores.

b.    A criação é um espelho a nos lembrar de que só podemos conhecer a Deus pelo Seu reflexo. Nem mesmo uma criança que não saiba ler confundiria uma pintura com a pessoa que lhe serviu de modelo, podendo facilmente identificar “quem” é a pessoa do retrato.

c.    A criação é a vestimenta de Deus. Como Ele é invisível, faz da criação Suas roupas para mostrar que está presente de fato.

8.    Agora, se todas as coisas têm como objetivo a manifestação da glória de Deus, o homem o tem mais ainda, porque foi criado à imagem e semelhança desse mesmo Deus e a ele foi dada a capacidade de glorificá-Lo por sua própria vontade.

9.    Bom, nós sabemos o que aconteceu – o homem desviou-se do propósito para o quê Deus o criou, e também perdeu, se não totalmente, grande parte da imagem e semelhança de Deus.

10. Entretanto, o objetivo de Deus para o homem continua de pé; por isso o plano de Deus para a sua salvação.

11. Um homem salvo é um homem que foi “recriado” em Cristo Jesus, e o objetivo é que este homem manifeste a glória de Deus.

12. À pergunta “qual o fim principal do homem?” foi dada a resposta, baseada nas Escrituras: “o fim principal do homem é glorificar a Deus e alegrar-se Nele para sempre”. E aqui jaz a condenação do homem! Lemos em Romanos 1.21: “... tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu.” – O homem pecador desviou-se do propósito central da criação divina.

13. Qualquer coisa que não cumpra seu propósito é descartada. É por isso que Jesus coloca na boca do dono de uma figueira a palavra: “... há três anos venho procurar fruto nesta figueira, e não o acho; corta-a; por que ocupa ainda a terra inutilmente?” (Lucas 13:7 DO)

14. Que utilidade terá para Deus o homem que nega com a vida e com os lábios a razão por que Deus lhe deu vida? Assim como o navio foi feito para flutuar e a caneta para escrever, o objetivo da criatura é servir o Criador. (Russel Shedd)

15. Ao homem foi dada a capacidade de compreender inteligentemente a Palavra de Deus e atendê-la de modo racional. Quando ele o faz, o propósito para o quê foi criado é alcançado.

16. Por meio da evangelização Deus busca restaurar pecadores ‘inúteis’, direcionando-os para o objetivo que lhes reservara no momento de sua criação. (Russel Shedd)

17. A evangelização, a obra missionária, deve ser, então, sempre teocêntrica ao invés de antropocêntrica.

 

II. Em segundo lugar, um outro propósito da obra missionária, da evangelização, é, podemos assim dizer, a promoção de alegria, especialmente da alegria no coração de Deus.

 

1.    O nosso Deus é um Deus de alegria.

2.    A criação inteira, ainda que já um tanto quanto devastada, distante do original, esbanja alegria. Basta dar uma olhada de relance para constatarmos isso. E isso demonstra que o nosso Deus, o Deus que criou todas as coisas é um Deus de alegria.

3.    Davi, no Salmo 16.11, assim se expressa: “.. na tua presença abundância de alegrias; à tua mão direita delícias perpetuamente.”

4.    Em Romanos 14.17 lemos que: “o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo”

5.    No Salmo 100.2 lemos que devemos servir ao Senhor com alegria e nos apresentarmos diante dele com um canto.

6.    Em Apocalipse 21.4, sobre os remidos, lemos que ao fim Deus “... enxugará dos olhos deles todas as lágrimas, e não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor...”

7.    E poderíamos continuar citando mais algumas dezenas de textos da Palavra de Deus que demonstram ser o nosso Deus um Deus de alegria.

8.    Uma das finalidades de Deus ter criado o homem, além de manifestar a Sua glória, é, já dissemos, alegrar-se Nele para sempre. E quando um homem se converte, isso se torna realidade em sua vida.

9.    A bíblia aponta para essa alegria como sendo uma alegria de proporções cósmicas:

a.    Há alegria no coração daquele que se converte (ou não há?)

b.    Há alegria na igreja (ou não há?)

c.    Há alegria diante dos anjos de Deus

d.    E o próprio Deus se alegra.

10. Leiamos os seguintes textos: Lucas 15 e Hebreus 12.2

 

III. Finalmente, voltemos nosso pensamento para um outro fato acerca da obra missionária, da obra da evangelização para a qual Deus nos comissionou: ela é sustentada pelo amor de Deus.

 

1.    Conta-se a história de um trem de passageiros que, certa noite, fazia sua rota regular a caminho de Londres. Chovera torrencialmente durante todo o dia. Com o cair da noite, intenso nevoeiro descera sobre a estrada de ferro. De repente, o maquinista avistou uma pessoa com os braços abertos em desespero. Ele freou o trem, que rangeu sobre os trilhos e parou. O condutor saiu para investigar o que havia e descobriu que, pouco adiante, uma ponte havia ruído ao peso das águas encapeladas de uma corrente. Procuraram, pois, a pessoa que salvara a vida de tantos passageiros, mas não encontraram ninguém. Foi então que o maquinista, examinando os faróis da máquina, deparou com uma cena estranha. Uma grande mariposa de asas abertas estava morta e colada ao farol. Foi o reflexo da sua agonia que lhe serviu de aviso. Este incidente da mariposa pode ser comparado ao amor de Cristo pela humanidade. O reflexo do corpo de Cristo, de braços abertos sobre a cruz do Calvário, tem salvo a vida de milhares de almas, através dos séculos. Seria por mero acaso que tal vespa surgira exatamente no momento oportuno?

2.    Veja os seguintes textos bíblicos que falam sobre o amor de Deus:

a.    João 15:13: “Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a sua vida pelos seus amigos”

b.    Romanos 5:8: “Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores”

c.    Efésios 2:4: “Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou...”

d.    1 João 4:16: “E nós conhecemos, e cremos no amor que Deus nos tem. Deus é amor; e quem está em amor está em Deus, e Deus nele”

3.    E o que é que lemos em João 3.16? ...

4.    Quase todos sabemos de cor esse versículo, e ele expressa uma verdade com a qual estamos tão familiarizados, que corremos o risco de deixá-la perder o seu impacto em nossas vidas. (Exemplificar...)

5.    Não podemos deixar que a verdade expressa em João 3.16 perca o impacto em nossas vidas.

6.    Essa verdade nos lembra de que o amor que Deus tem por nós é tão grande, tão além do que nós podemos compreender, que Ele nos oferece simplesmente o melhor que tem: seu próprio Filho. E sem essa dádiva de Deus não haveria salvação;

7.    Daí o fato de afirmarmos que a obra missionária encontra sustentação no amor de Deus. Não fosse o amor de Deus, manifestado a nós em Cristo, não haveria evangelização, ela não seria necessária, e não haveria obra missionária.

 

Concluindo,

 

1.    Deus quer que você viva para a glória Dele, e Ele o salvou para isso.

2.    Deus quer que você seja uma pessoa de coração alegre, e a manifestação da graça Dele sobre sua vida é a arma mais poderosa para o cumprimento desse desejo Divino, e ela sempre atinge o alvo. Mas Deus quer que você viva de uma maneira tal que o coração Dele se alegre também, em você. (Exemplo de Jó – Jó 1.1-8 – Quem pode dizer que Deus não se regozijava em seu servo Jó?)

3.    O amor de Deus alcançou você. Agora responda: foi um anjo que pregou ou testemunhou pra você? Certamente que sua resposta é não. As palavras ditas por alguém humano (ainda que sejam as palavras de Deus), ou o testemunho de alguém humano, causaram um impacto em você. Alguém serviu de agente de Deus para você. Agora VOCÊ precisa ser o agente de Deus para outras pessoas. O que você tem feito?

 

Pr. Walmir Vigo Gonçalves