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quarta-feira, 10 de outubro de 2012

II PEDRO – Parte 4/4 – Que pessoas nos convém ser?


QUE PESSOAS NOS CONVÉM SER?

3:1-18

1. Depois de abordar sobre o verdadeiro conhecimento em contraste com o falso, e sobre os falsos mestres, Pedro passa a abordar sobre a “Parousia” (a Segunda vinda de Cristo) e sobre como devemos nos comportar diante desse fato.

2. Dessa maneira, Pedro está novamente falando contra os hereges gnósticos, apontando um de seus erros doutrinários centrais: a negação da Segunda vinda de Cristo, e, também, encorajando os seus leitores cristãos, despertando-lhes o ânimo sincero. Vamos dividir este capítulo em três partes também, a exemplo do capítulo anterior.

I. A NEGAÇÃO DE SUA VINDA.

3:1-4

1. Nos quatro primeiros versículos deste capítulo, Pedro fala sobre as pessoas que negavam a vinda de Cristo.

2. No v. 4 ele expõe o argumento utilizado pelos hereges de sua época para defenderem sua tese. Eles usavam o argumento de que ano se sucedia a ano e nada de novo acontecia, desde a antiguidade, e, se assim era, por que essas coisas extraordinárias apregoadas pelos cristãos, como a segunda vinda de Cristo, da maneira como ela é apresentada, haveriam de acontecer?

3. Pedro diz que estes homens, que assim pensavam e apregoavam, não eram mais que escarnecedores que andavam segundo suas próprias concupiscências.

4. Hoje também existem muitos que negam a Segunda vinda de Cristo e tudo o mais relacionado a ela. Tomemos cuidado também, para não perdermos de vista a esperança da volta de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

II. A CERTEZA DE SUA VINDA.

3:5-10

1. Pedro passa a mostrar algumas coisas que aqueles hereges estavam ignorando:

a. Deus, pela Sua Palavra trouxe à existência, desde a antiguidade, os céus e a Terra. A Terra foi tirada da água e no meio da água subsiste, diz o v. 5. Há alguma considerações que já foram feitas por homens estudiosos sobre este versículo, mas, para nós, interessa aqui a demonstração do poder de Deus (Leia Gênesis 1). Aqueles escarnecedores estavam ignorando o poder que Deus tem de levar a cabo todos os seus projetos.

b. Eles ignoravam também o fato de Deus ter anunciado e ter destruído o mundo antigo, pelas águas do dilúvio.

2. Isso, e outras coisas mais, eles ignoravam voluntariamente, deliberadamente, porque eles bem sabiam sobre estas coisas.

3. Após falar sobre a destruição do mundo antigo pelo dilúvio, Pedro diz que haverá outra destruição, de uma maneira diferente: pelo fogo. “A mesma Palavra que criou a criação original e a levou à destruição no dilúvio e estabeleceu uma nova ordem de coisas após o dilúvio, levará essa nova ordem a juízo, bem como os homens ímpios”.[1]

4. Alguns tinham, e têm, essas promessas como tardias. Mas elas não são tardias; elas ainda não se cumpriram porque estamos sob a longanimidade de Deus, e, ademais, para Deus um dia é como mil anos, e mil anos como um dia, isto é, para Deus não existe “tempo”, o tempo é “relativo”.

5. “Mas o dia do Senhor virá”, diz Pedro. E virá da mesma maneira como vem o ladrão de noite, ou seja, inesperadamente, repentinamente. E então, “os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a Terra e as obras que nela há, se queimarão”.

6. A vinda de Jesus, com tudo o que a acompanha, é certa, creiam os homens, ou não.

III. VIVENDO PARA A SUA VINDA.

3:11-18

1. Pedro passa agora a fazer uma aplicação ética da doutrina da Segunda vinda de Cristo.

2. Nos vs. 11 e 12 temos uma boa pergunta: Que pessoas nos convém ser?

3. Antes de dar a resposta, Pedro faz uma observação: “Mas nós, segundo a Sua promessa, aguardamos novos céus e nova Terra em que habita a justiça”, e depois responde:

a. Devemos procurar que dele sejamos achados imaculados, irrepreensíveis e em paz – Com isso, Pedro conclama seus leitores a agirem de modo diferente dos gnósticos. O crente não pode caracterizar-se por uma vida maculada moralmente, e nem se tornar repreensível, isto é, dar razão para condenações justas. E deve também procurar viver em paz (quando e o quanto estiver nele).

b. Devemos nos lembrar que fomos alcançados pela longanimidade do Senhor, e por isso somos salvo – Pode estar em foco aqui, também, a exortação a que sejamos diligentes na evangelização, considerando o tempo de espera como uma oportunidade para que outros sejam salvos. Paulo também ensinava assim.

c. Devemos nos cuidar contra o engano de homens abomináveis, para não cairmos de nossa firmeza.

d. Devemos crescer na graça e conhecimento de Nosso senhor e Salvador Jesus Cristo.

4. Que pessoas nós devemos ser? Pessoas espirituais, cuja pátria está nos céus, e que hajam de conformidade com esse fato.

5. Pedro termina, então, essa carta, com uma doxologia: “A Ele seja dada a glória, assim agora, como no dia da eternidade”.

6. Até nessa doxologia, no final da carta, Pedro mostra a transcendência de Deus sobre tudo, inclusive o tempo. Ele fala de DIA da eternidade, ou dia eterno. Agostinho assim se expressou: “Trata-se de um dia, mas de um dia eterno, sem ontem que o anteceda, e sem amanhã que o siga; não será produzido pelo sol natural, que então não mais existirá, e, sim, por Cristo, o Sol da Justiça”[2]

7. A esse Deus transcendente devemos dar glória através de nossos louvores, e, mui especialmente, através de nossa vida.

CONCLUSÃO.

1. Para concluir esse estudo, quero apenas relembrar algumas coisas que estudamos:

a. Essa carta de Pedro foi escrita para combater heresias que proliferavam na época, propagadas pelos gnósticos.

b. Pedro se identificou como doulos (doulos = servo, ou, literalmente, escravo), alguém que não tem vontade própria independente da vontade de seu senhor.

c. Pedro também se identificou como Apóstolo, o que mostra a autoridade de suas palavras.

d. Os destinatários eram todos que haviam alcançado fé igualmente preciosa.

e. Pedro destaca, no capítulo 1, o verdadeiro conhecimento. Em contraste com o ensinamento dos gnósticos, Pedro diz que o verdadeiro conhecimento gera transformação. Leia o v. 4. Esse v. fala sobre o sermos participantes da natureza divina. Leia também estes outros textos: Romanos 8:29; II Coríntios 3:18; Efésios 3:14 e 19b. Se, de alguma maneira, Deus nos torna participantes de Sua natureza, temos que agir segundo essa natureza. Agora leia os vs. 5-9.

f. No capítulo 2, Pedro fala sobre os falsos mestres. Estes, sempre existiram, e sempre existirão; sempre foram e sempre serão seguidos por muitos; e, também, estes já têm a sua perdição decretada por Deus. Os falsos mestres se ocupam de introduzir, sutilmente, heresias de perdição, de negar o Senhor Jesus Cristo, e outras coisa mais. Em 2:10-19, Pedro faz uma descrição deles. Eram, e são, verdadeiras pragas, os falsos mestres.

g. No capítulo 3, Pedro fala sobre a Segunda vinda de Cristo. Os hereges negavam isso com argumentos absurdos, mas Pedro mostra que a vinda do Senhor é certa, e, por isso, nós que esperamos essa vinda, temos que procura viver uma vida imaculada, irrepreensível e em paz. Temos que nos guardar contra esses homens abomináveis, e procurar crescer na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. (Leia todo o capítulo 3).

2. Amados irmãos, terminamos aqui o nosso estudo sobre essa carta que tem preciosas lições e preciosos alertas para nós. Espero que todos tenhamos aproveitado bastante desses estudos. Que Deus vos abençoe a todos!

Pr. Walmir Vigo Gonçalves


[1] CHAMPLIN, R. N. – “O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo” – Vol. 6: Tiago- Apocalipse. 10ª reimpressão, São Paulo, Editora Candeia, 1998. Comentário extraído da p. 207.

[2] AGOSTINHO, citado por R. N. Champlin, em “O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo” – Vol. 6: Tiago-Apocalipse. 10ª reimpressão. São Paulo, Editora Candeia, 1998. Comentário extraído da p. 214.

COM QUE ROUPA EU VOU?


COM QUE ROUPA EU VOU?

Quem nunca se deparou com essa questão? Creio que principalmente as mulheres, ainda que também os homens, vez por outra se deparam com o “problema” sobre com que roupa ir a determinado local ou evento.

Hoje quero refletir nessa questão pensando na igreja, ainda que os princípios que serão apresentados possam servir de padrão para os servos de Deus em todos os lugares e ocasiões.

Com que roupa eu vou, ou com que roupa devo ir? Penso que a resposta a essa pergunta possa ser sintetizada da seguinte forma: Eu devo ir com uma roupa que inspire respeito, com a qual eu não escandalize e faça tropeçar o meu próximo, com a qual o meu testemunho cristão não seja prejudicado, com a qual eu glorifique a Deus, e que seja modesta.

Em Filipenses 4.8 lemos acerca de nossos pensamentos que eles devem ser ocupados por tudo o que é honesto, justo, puro, amável, de boa fama, tudo em que há alguma virtude e algum louvor. Resumindo, tudo aquilo que inspira respeito. O mesmo princípio é válido para a vestimenta do crente.

O crente precisa dar um bom testemunho e glorificar a Deus até mesmo através de sua roupa.

Além da decência, o crente precisa observar a modéstia. Escrevendo a Timóteo, falando acerca das mulheres no verso 9 do capítulo 2, Paulo diz que o traje delas deve ser decente e modesto. Modesto significa simples, sem excesso de luxo ou soberba.

Sugiro que quando você sair de casa olhe no espelho e se pergunte: que impressões eu vou passar com essa roupa? Ela é decente ou indecente? Que tipo de olhares eu receberei? Vou estar dando um bom testemunho ou vou escandalizar?

Pense nisso!

Em Jesus, que espera de seus servos que eles tenham bom senso e decência em tudo e quanto a tudo,

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

domingo, 7 de outubro de 2012

Estudos no Sermão do Monte / parte 7 – Bem Aventurados os Limpos de Coração


BEM – AVENTURADOS OS LIMPOS DE CORAÇÃO

 

Fonte: “Estudos no Sermão do Monte” – Martyn Lloyd-Jones

 

“... bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus” (Mateus 5:8 RC)

 

01. No estudo passado já fizemos um “exercício de recordação”, só que com apenas eu falando.

02. Hoje quero novamente fazê-lo, mas quero a participação dos irmãos.

03. Esse tipo de exercício é bom para nos ajudar a aprender, a gravar em nossa mente aquilo que estamos estudando.

04. Se estamos aqui apenas para cumprir um ritual então podemos ir falando, falando, falando, sem nos preocuparmos em reter em nossa mente e coração aquilo sobre o quê estamos a falar.

05. Mas se estamos aqui para aprender, então não tenhamos pressa. Vamos recordar, recordar e recordar...

06. O que já vimos?

a.    Bem-aventurados os humildes/pobres de espírito – deles é o reino dos céus.

                                  i.    O que é ser humilde/pobre de espírito?

·         Em resumo, é reconhecer que diante de Deus nada somos e nada temos em nós mesmos e que tudo o que somos e temos é em Cristo que somos e temos – tudo o que temos de Deus é por graça, é favor imerecido.

                                ii.    Dos humildes/pobres de espírito é o reino dos céus.

·         Assim o é porque a salvação é pela graça, por meio da fé, não vem das obras para que ninguém tenha de que se gloriar diante de Deus.

b.    Bem aventurados os que choram – eles serão consolados.

                                  i.    Que choro é esse? Choro por quais razões?

·         É o choro por causa do “meu” pecado e do pecado dos “outros” e por causa da condição do mundo em face do pecado.

                                ii.    Serão consolados os que choram/lamentam por causa do pecado.

·         No tocante a isso seremos e somos consolados por saber que caminhamos em direção a um lugar e uma realidade isentos de pecado.

c.    Bem aventurados os mansos – deles é a terra.

                                  i.    Esses mansos são os que rendem tudo a Deus, especialmente sua vontade pessoal.

                                ii.    Para eles Deus tem preparado um novo céu e uma nova terra.

d.    Bem aventurados os que têm fome e sede de justiça – eles serão fartos.

                                  i.    Ter fome e sede de justiça

·         significa anelar por ser livre do pecado, porque o pecado nos separa de Deus.

·         significa anelar por ver-se livre do domínio do pecado, e mais: do próprio desejo de pecar.

·         é desejar ver-se livre do próprio “eu” em todas as suas facetas.

·         É anelar por ser positivamente santo, por despojar-se do velho homem que se corrompe pelas concupiscências do engano e revestir-se do novo homem que é criado segundo Deus, em verdadeira justiça e santidade.

                                ii.    Tudo isso acontecerá! Seremos fartos!

e.    Bem aventurados os misericordiosos – eles alcançarão misericórdia.

                                  i.    Misericórdia é compaixão ativa...

07. Tendo feito esse “exercício de recordação”, passemos agora considerar essa bem aventurança que temos diante de nós: “Bem aventurados os limpos de coração...”

08. Vamos analisar os termos “coração” e “limpo” e depois veremos como nos tornarmos assim, limpos de coração.

09. Vejamos primeiro sobre “coração”.

 

Coração

 

10. Jesus sempre frisou a importância do coração, e não da cabeça.

a.    O interesse de Jesus em relação aos homens concentra-se no coração dos mesmos, e não em sua intelectualidade.

b.    Isso mostra que, apesar da importância da teologia, das doutrinas, bem como da compreensão e aceitação das mesmas, o que Jesus leva em conta, em última instância é a condição do coração.

c.    Só saber e aceitar como verdade aquilo que se sabe, ainda que se trate da mais pura verdade, não “conta” para Jesus.

d.    Em Mateus 7.24 ss., Jesus enfatiza que o tomar conhecimento, sem, contudo, colocar em prática, não tem nenhum valor real diante de Deus.

11. Indo um pouco mais fundo no assunto, vemos que Cristo pôs ênfase sobre o coração e não sobre aquilo que é apenas comportamento e externalidade.

a.    No ponto anterior foi dado a entender que o assentimento intelectual em relação àquilo que a Bíblia diz, sem a prática na vida diária, é nulo diante de Deus; e até foi citado um texto que demonstra isso.

b.    Entretanto, mais importante que a nossa conduta externa é o estado do nosso coração.

c.    Eu “faço”, mas... “por que faço?”.

d.    Veja Mateus 6.1-5.

12. Biblicamente falando, o coração é o representante não só da parte emocional do homem.

a.    O coração é considerado como o centro do ser e da personalidade do indivíduo;

b.    é a fonte de onde brota tudo quanto daí se segue;

c.    inclui a mente;

d.    inclui a vontade,

e.    e, também, as emoções.

f.     O termo coração na bíblia, portanto, é usado para se considerar o homem em sua totalidade.

g.    Sendo assim, o que Jesus quis dizer é que bem-aventurados são os puros, não meramente na superfície, mas no próprio âmago (cerne) de seus seres, na fonte de onde manam todas as suas atividades. (Para ilustrar pode-se usar um copo de água cristalina, porém, não limpa)

13. Se parássemos aqui, a única conclusão a que poderíamos chegar é que ninguém jamais verá a Deus, ninguém jamais será salvo.

a.    Os próprios discípulos imediatos de Jesus certa vez, diante de uma determinada situação, lhe perguntaram quem poderia, pois, salvar-se. E Jesus respondeu que aos homens é isso impossível.

b.    Entretanto ele disse também, e graças a Deus por isso, que a Deus tudo é possível.

14. Então vamos adiante. Vejamos outro termo que temos no texto:

 

Limpo

 

15. Um dos sentidos de ser “limpo” é ser destituído de hipocrisia.

a.    E, dentre outras coisas, ser destituído de hipocrisia significa não ter um coração dúplice, dividido, que se submete a Deus ao mesmo tempo que não o faz.

b.    E como isso é difícil pra nós!

c.    Paulo tinha essa dificuldade. Em Romanos 7.22-23 o encontramos lamentando-se: “... segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus. Mas vejo nos meus membros outra lei que batalha contra a lei do meu entendimento e me prende debaixo da lei do pecado que está nos meus membros.” (Romanos 7:22-23 RC).

d.    E talvez também seja por causa dessa dificuldade que Davi, no capítulo 11 do Salmo 86, se expressa em oração a Deus da seguinte maneira: “... dispõe-me o coração para só temer o teu nome.” (Salmos 86:11 RA). É como se ele tivesse clamado ao Senhor para tirar do seu coração as duplicidades e o deixasse isento de qualquer hipocrisia.

16. Um outro sentido de “limpo” é “estar purificado, destituído de contaminação” (o copo d’água - alguém gostaria de beber? Então eu bebo, porque agora ele está limpo).

a.    Em Apocalipse 21.27, João refere-se às pessoas que serão admitidas à Jerusalém celestial, a qual haverá de descer do céu, dizendo: “... não entrará nela coisa alguma que contamine e cometa abominação e mentira, mas só os que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro.”

b.    Também lemos em Apocalipse 22.14-15: “Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras no sangue do Cordeiro, para que tenham direito à árvore da vida e possam entrar na cidade pelas portas. Ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira.” – Coisa alguma que seja impura ou imunda, que tenha qualquer sinal de contaminação, jamais poderá entrar na Jerusalém celestial.

17. Ser limpo de coração também tem o sentido de ser semelhante ao próprio Jesus.

18. Ter o coração limpo significa viver para a glória de Deus em todos os aspectos da vida, tendo isso como o alvo maior da vida. Significa que desejamos Deus, que desejamos conhecê-Lo, que desejamos amá-Lo e servi-Lo.

19. E tudo isso pode ser resumido dizendo que ter um coração limpo significa ter um coração santificado a Deus.

a.    Já tivemos ocasião de estudar a doutrina da santificação e vimos mais detidamente o que significa:

                                  i.    Separação para Deus

                                ii.    Crer em Cristo e viver para Ele, o que implica em deixar de viver para o mundo, o que é, também, separação

                               iii.    Purificação do mal moral – que também é  outra forma de separação.

                               iv.    Conformidade com a imagem de Cristo

20. Isso já basta para termos uma compreensão do que é ser limpo de coração.

21. E essa bem-aventurança nos diz que só quem é limpo de coração verá a Deus.

a.    É óbvio que não se trata de um simples “ver”.

b.    Esse “ver” significa, além de ver:

                                  i.    viver ao Seu lado,

                                ii.    sob Seu governo,

                               iii.    desfrutando de Sua presença e glória por toda a eternidade.

22. Mas isso, repito, é só para os limpos de coração.

23. Sendo assim, chegamos a uma questão crucial:

 

“Como posso me tornar limpo de coração?”

 

24. A resposta a princípio não é muito animadora:

a.    você não pode se tornar limpo de coração”.

b.    Você não tem em você mesmo nenhum recurso para prover essa limpeza.

c.    Você, por si mesmo, pode começar a tentar purificar o seu coração agora e envidar todo o esforço para isso, mas o tempo vai passar e ao fim você vai descobrir que diante de Deus o seu coração continua tão impuro quanto é agora, e talvez até mais.

25. Você não pode, mas tem alguém que pode.

a.    Jesus pode!

b.    Jesus pode!

c.    E a única coisa que você pode fazer é tomar consciência de o quão impuro é o seu coração e orar como Davi no Salmo 51.10: “Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova em mim um espírito reto.”

d.    A única coisa que você pode fazer é reconhecer, confessar e entregar-se nas mãos de Jesus para que Ele comece e complete em você a obra da purificação de seu coração.

e.    Só Ele pode fazê-lo.

f.     Ele é a sua única esperança.

26. Se você fizer isso, então com convicção e alegria poderá dizer: “Deus está tratando comigo, e meu coração está sendo purificado. Por isso mesmo tenho a certeza de que chegará o dia em que serei uma pessoa cujo coração está completamente purificado, uma pessoa inculpável, sem mancha e sem ruga, sem qualquer tipo de contaminação. Terei permissão para entrar na Cidade Santa pelas suas portas, ao passo que tudo quanto é imundo ficará do lado de fora, e isso exclusivamente pelo fato de que Deus é quem está realizando tal coisa”.

27. Entretanto, isso não quer dizer que você permanecerá passivo em toda a questão.

a.    Quantos imperativos temos na Bíblia!?

b.    Eles estão lá para que os coloquemos em prática.

c.    Quando estudamos sobre a santificação enfatizamos que, ainda que a santificação seja uma obra divina, Deus coloca à nossa disposição meios para nós mesmos trabalharmos a nossa santificação, a purificação do nosso coração. Alguns deles são:

                                  i.    A Palavra de Deus – O crente, ao estudar a Palavra de Deus, descobre o seu pecado, o estado do seu coração. Ela é a “água da purificação”, a “lâmpada” que nos guia e a “espada” que vence o inimigo.

                                ii.    A Oração – É através da oração que falamos com Deus, confessamos os nossos pecados e pedimos perdão.

                               iii.    Fé em Cristo – Sem fé é impossível agradar a Deus, e, não podemos nos santificar, nos tornar puros de coração, desagradando a Deus. Pela fé somos vencedores sobre pecados, provações, tudo!

                               iv.    Entrega completa e definitiva a Deus – É a condição suprema para a santificação, para a purificação do coração. Como o homem só chegará a ser puro, à santidade, através de Deus, tem de render-se a Ele completa e definitivamente.

 

Conclusão

 

28. Constantemente temos ouvido pessoas aconselharem a outras a levarem seus filhos para a igreja.

a.    Qualquer igreja, porque a igreja, qualquer uma, os ajudará a não cair em diversos erros que muitos têm caído nos dias atuais.

b.    Isso não é uma regra, não é uma lei. Temos visto muita gente criada na igreja se envolvendo em coisas absurdas.

c.    Mas é verdade que a igreja pode ajudar aqueles que se submetem às suas “regras”, aos seus ensinamentos, e pode até ser um fator determinante para que o indivíduo evite muitos erros e desenvolva um elevado padrão moral e ético na sociedade em que vive.

d.    Também é verdade que a igreja pode ajudar as pessoas a melhorarem um pouco em seu comportamento. Pessoas podem passar por uma espécie de reforma, e a igreja pode ajudar.

e.    Entretanto, essa “reforma”, essa “melhoria”, não torna ninguém apto para “ver a Deus”. Para ver a Deus é preciso ser limpo de coração, e o único que pode limpar o nosso coração é Jesus...

 

 

 

Muqui – Outubro de 2012

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Presença na igreja

 

Com apenas cinco anos de idade, a criança já é o lindo reflexo do poder da graça de Deus em seu coração. Num domingo, uma garotinha correu até sua mãe e disse:

— Mamãe, eu quero ir à Escola Dominical.

— Mas você não tem um sobretudo, e está muito frio! — replicou-lhe a mãe.

— Mas, mamãe — disse a pequena —, se todos fizessem assim, ninguém iria à Escola Dominical.

Em seguida, tomou uma toalha, embrulhou-se nela e saiu.

A experiência dessa criança serve de exemplo para nós, a fim de que sejamos fortes e fiéis na assistência aos cultos.

Participar dos cultos divinos não é somente uma opção, é um dever de todo cristão. E para nosso proveito espiritual que frequentamos os cultos na casa de Deus; é o meio de graça para o nosso crescimento na vida cristã. [Juan J. Couso e Y. Oviedo (Cuba)]

Não é brinquedo não….

 

NÃO É BRINQUEDO NÃO HEIN!!??

“Confessam que conhecem a Deus, mas negam-no com as obras, sendo abomináveis, e desobedientes, e reprovados para toda boa obra.” (Tito 1:16 RC)

Você conhece a frase acima, usada como título desse texto? É claro que sim! Todo brasileiro que ainda não a conhecia tomou conhecimento da mesma depois que ela foi popularizada por uma personagem de uma das novelas da Globo. Trata-se de uma frase que pode ser usada em quase todas as situações: engraçadas, sérias, nervosas... Mas o verdadeiro sentido dessa frase é:

1) Determinado objeto não é um brinquedo;

2) Determinada situação ou responsabilidade não pode ser encarada como uma brincadeira, irresponsavelmente.

Assim sendo, no que diz respeito a nós, os crentes, o relacionamento que temos para com Deus, bem como para com tudo o que Lhe diz respeito, não pode assim ser encarado. Mas, infelizmente, em todos os tempos tem havido aqueles que assim agem. Vivem a sua vida cristã como se estivessem vivendo uma brincadeira, e não tem nenhuma responsabilidade, nenhum compromisso sério para com Deus. E é sobre pessoas assim que Paulo diz a Tito: “Confessam que conhecem a Deus, mas negam-no com as obras, sendo abomináveis, e desobedientes, e reprovados para toda boa obra.” (Tito 1:16).

Cada um de nós faça a si mesmo a seguinte pergunta: Será que, de alguma maneira, ainda que não da mesma maneira das pessoas às quais Paulo se referia, mas de alguma maneira eu me encaixo nessas palavras de Paulo?

Se a sua resposta for sim, se você não estiver sendo responsável para com Deus, para com a igreja de Deus, para com a obra de Deus, então, meu irmão, trate logo de mudar esse quadro, de arrepender-se, pois a obra de Deus NÃO É BRINQUEDO NÃO, HEIN!!!

Por causa da frase usada esse pequeno texto pode parecer engraçado. Ria se quiser, mas não deixe de meditar na seriedade da verdade nele contida, se não em todo ele, pelo menos no versículo citado.

Pr. Walmir Vigo Gonçalves